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MP cumpre mandados de prisão contra policiais acusados de serem capangas de bicheiro no Rio

Agentes são acusados de compor núcleo de segurança do contraventor Rogério de Andrade em Bangu, na Zona Oeste do Rio de Janeiro

Por Paula Freitas Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 10 mar 2026, 09h41 • Atualizado em 10 mar 2026, 09h43
  • O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (GAECO/MPRJ) cumpre nesta terça-feira, 10, 20 mandados de prisão preventiva contra o bicheiro Rogério de Andrade e integrantes de seu núcleo de segurança em Bangu, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Entre os alvos, estão 18 policiais militares e penais e um policial civil inativo, cooptado quando ainda estava no cargo.

    A ação ocorre com o apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ), da Corregedoria-Geral da Polícia Militar, da Corregedoria da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária e da Corregedoria da Polícia Civil. Os mandados são conduzidos em endereços nas cidades do Rio de Janeiro, Belford Roxo, Duque de Caxias, Mangaratiba, Nilópolis e São João de Meriti, além da Penitenciária Federal de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, onde Rogério de Andrade está preso.

    + Vídeo: Operação da PF prende policiais civis por extorsão de traficantes do Comando Vermelho

    As investigações apontam que os denunciados atuavam na segurança de pontos de exploração ilegal de jogos de azar na região de Bangu e praticavam corrupção para “garantir a livre atividade do grupo criminoso”. Os presos podem responder pelos crimes de constituição de organização criminosa armada, majorada pelo concurso de funcionários públicos e pela conexão com outras organizações criminosas, bem como de corrupção ativa e passiva.

    Em janeiro, dois policiais militares aposentados que faziam a segurança armada do bicheiro foram presos em uma operação do MPRJ. Segundo a denúncia, Marcos Antonio de Oliveira Machado, conhecido pelo sobrenome Machado, e Carlos André Carneiro de Souza, o “Carneiro”, faziam a segurança dos pontos de exploração de máquinas de caça-níqueis e outras atividades ilícitas. Na época, o órgão também expediu um novo mandado de prisão contra Andrade.

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