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MP apura crime eleitoral em jato usado por Eduardo Campos

Procurador-geral Rodrigo Janot vai investigar se houve violações irregularidades na prestação de contas parcial da campanha

Por Laryssa Borges Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
29 ago 2014, 18h54

O procurador-geral eleitoral Rodrigo Janot instaurou nesta sexta-feira investigação para apurar se houve crime eleitoral na utilização de um jato particular pelo ex-candidato do PSB à Presidência da República, Eduardo Campos (PSB). A aeronave Cessna 560XL caiu na cidade de Santos (SP) no último dia 13, matando Campos e outras seis pessoas. Até agora, porém, não houve esclarecimentos definitivos sobre a propriedade do jato e sobre os detalhes do uso ao avião pela chapa Campos-Marina Silva. O caso já é investigado pela Polícia Federal. O Ministério Público trabalha com prazo de 60 dias para as apurações, mas a duração de análise pode ser prorrogada.

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Até o momento, são contraditórias as explicações do PSB e da nova candidata do partido ao Planalto, Marina Silva, sobre o uso do avião. Depois de ter se recusado por dias a revelar as condições de utilização da aeronave, Marina disse, em entrevista ao Jornal Nacional, que o jato foi “emprestado por empresários” e que haveria pagamento e declaração das despesas à Justiça Eleitoral. Em uma primeira versão, porém, o PSB afirmara que empresários haviam doado o avião e que as horas de voo seriam contabilizadas ao fim da campanha para posterior declaração ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

As contradições entre Marina Silva e a cúpula do PSB serão levadas em conta na investigação do Ministério Público, que vai apurar ainda possíveis violações à legislação eleitoral, a existência de empresas fantasmas no caso e irregularidades na prestação de contas parcial da campanha, que não informou os gastos com a aeronave. Serão exigidos do PSB documentação da movimentação financeira para a utilização do Cessna e os recibos eleitorais que comprovam a prestação de contas parcial. De acordo com o MP, representantes da AF Andrade, empresa em cujo nome está registrado o jato, informaram à Polícia Federal a venda do jato para três empresários pernambucanos, parcelada em 16 depósitos bancários.

Oficialmente, o Cessna Citation 560XL estava no nome do grupo AF Andrade, cujos proprietários negavam relação com Campos. “A aeronave de prefixo PR-AFA, em cujo acidente faleceu seu presidente, Eduardo Henrique Aciolly Campos, nosso candidato à Presidência da República, teve seu uso – de conhecimento público – autorizado pelos empresários João Carlos Lyra Pessoa de Mello Filho e Apolo Santana Vieira”, afirmou Roberto Amaral, presidente nacional do PSB.

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