Morte do cão Orelha provoca protestos em capitais; campanha pede federalização
Atos acontecem em São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Belo Horizonte; quatro adolescentes são os suspeitos do crime
A morte do cachorro comunitário Orelha, em Florianópolis, desencadeou uma onda de protestos marcada para este fim de semana em diferentes capitais do país. Os atos têm como principal bandeira a cobrança por justiça e a responsabilização dos envolvidos no episódio.
Nas redes sociais, a mobilização também ganhou tração. No X (antigo Twitter), usuários passaram a divulgar uma campanha que pede a federalização da investigação. O tema chegou a figurar entre os 20 assuntos mais comentados da plataforma.
Em São Paulo, a manifestação está prevista para domingo (1º), às 10h, no vão do Masp, na Avenida Paulista. A expectativa é reunir ativistas da causa animal, moradores e representantes públicos. No Rio de Janeiro, o ato ocorre no mesmo dia, às 16h, com concentração marcada na altura do Posto 2, em Copacabana, na zona sul.
Em Brasília, o protesto será realizado neste sábado, 31. Batizada de “Cãominhada da Justiça”, a mobilização foi organizada pela associação Apdog e tem início às 16h, ao lado do ParkDog da CLSW, na região sudoeste da capital federal. Já em Belo Horizonte, o encontro está marcado para domingo (1º), a partir das 10h, na Feira Hippie.
A articulação nacional ganhou força após a morte de Orelha, conhecido na Praia Brava, em Florianópolis, Santa Catarina. Segundo as investigações, o animal, de cerca de 10 anos, foi agredido no dia 4 de janeiro e acabou submetido à eutanásia, procedimento adotado para interromper o sofrimento.
A Polícia Civil afirma que quatro adolescentes, descritos como de classe média alta, são os principais suspeitos de participação no caso. A conduta do grupo pode ir além do crime de maus-tratos, com indícios de danos ao patrimônio e crimes contra a honra.






