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‘Morta de medo’, diz turista argentina que virou ré por racismo

Agostina Paez é acusada por ofensas racistas contra funcionários de um bar na Zona Sul do Rio de Janeiro

Por Redação 5 fev 2026, 21h58 • Atualizado em 6 fev 2026, 08h42
  • Após virar ré e ter a prisão preventiva decretada nesta quinta-feira, 5, a advogada argentina Agostina Páez, 29, acusada por ofensas racistas cometidas contra quatro funcionários de um bar em Ipanema, na Zona Sul do Rio de Janeiro, divulgou um vídeo nas redes sociais em que se diz “desesperada” e “morta de medo”.

    A ação ocorreu após o Tribunal de Justiça do estado aceitar a denúncia do Ministério Público (MPRJ) apresentada nesta segunda-feira, 2.

    Antes da decisão desta quinta, Páez já havia tido o passaporte apreendido e sido obrigada a usar tornozeleira eletrônica, além de ter sido proibida de deixar o país enquanto a investigação seguia.

    O caso ocorreu em 14 de janeiro. Na ocasião, Páez chamou um dos trabalhadores de “negro” no sentido pejorativo e, mais tarde, ao deixar o local, falou “mono” (macaco, em espanhol). Um vídeo mostra o momento em que ela aparece, já na rua, imitando os sons e movimentos de um macaco, enquanto uma outra mulher tenta levá-la embora.

    Informações preliminares apontaram que a turista se envolveu em uma discussão com o gerente do bar, motivada por um suposto erro no pagamento da conta. A vítima das ofensas, então, foi verificar as imagens de câmeras de segurança e solicitou que a mulher permanecesse no local até a situação ser resolvida. Os xingamentos racistas, então, começaram e foram gravados pelo funcionário.

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    Segundo a denúncia, a advogada usou a expressão “negros de m…” e a palavra “mono” de forma racista, com a intenção de humilhar funcionários do bar. As agressões, incluindo os gestos imitando o animal, foram repetidas e não cessaram mesmo quando ela foi informada que configuram crime no país.

    No documento, a promotoria destacou que os relatos das vítimas foram corroborados por declarações de testemunhas, imagens do circuito interno de monitoramento do bar e outros registros produzidos no momento dos fatos.

    Também foi rejeitada “a versão apresentada pela denunciada de que os gestos teriam sido meras brincadeiras dirigidas às amigas, especialmente diante do fato de que uma das turistas tentou impedir Agostina de continuar com as ofensas, o que evidencia a consciência da acompanhante quanto à reprovabilidade da conduta”.

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    O crime de injúria racial é equiparado ao crime de racismo, com pena de prisão de 2 a 5 anos, além do pagamento de uma multa.

    (Com Agência Brasil)

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