Moraes diz que relatório da PF é ‘farsa de André Mendonça’ e pede que STF arquive o caso
Em 44 páginas, o ministro alega que não cometeu crimes e que mensagens são falsas: 'todos sabem a motivação político-eleitoral dessas criminosas mentiras'
Horas antes do início do julgamento histórico no STF, em que ministros da Corte decidirão se um colega deve ser investigado por indícios de crimes encontrados pela Polícia Federal no celular de Daniel Vorcaro, o ministro Alexandre de Moraes apresentou sua versão dos fatos para tentar convencer o tribunal a arquivar tudo.
Em 44 páginas, Moraes alega que não praticou crimes e que as mensagens de Vorcaro colhidas pela PF não indicam “autoria e materialidade da prática de qualquer infração penal”.
“Repito, o mais importante de tudo é a verdade. O relatório não encontrou nenhuma prática de infração penal por parte do ministro Alexandre de Moraes”, diz Moraes.
O ministro também argumenta que o procedimento que resultou no relatório da PF é “inconstitucional e nulo”, pois teria sido conduzido pelo ministro André Mendonça, do STF, sem a participação da Procuradoria-Geral da República e sem autorização do plenário do Supremo.
O texto também afirma que houve um direcionamento político-eleitoral deliberado para incriminar Moraes por meio de relatórios policiais baseados em interpretações subjetivas e sem provas concretas.
A manifestação alega a ocorrência de uma suposta quebra na cadeia de custódia das evidências digitais e a ausência de qualquer ato ilícito por parte do magistrado ou de seus familiares. “Inexistência de autoria e materialidade da prática de qualquer infração penal pelo Ministro Alexandre de Moraes”, diz o texto.
O material argumenta que a investigação se baseia em suposições e diálogos inexistentes, configurando uma tentativa de retaliação institucional.
“As ilações absurdas, que foram divulgadas como supostos diálogos entre Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes, simplesmente não existiram. Não existe diálogo”, diz Moraes.
Por fim, o conteúdo reafirma que as operações policiais mencionadas foram exitosas e que a acusação carece de fundamentação lógica e material.
“Meras suposições de que textos no bloco de notas viraram mensagens que não se tem nenhuma prova de que foram efetivamente enviadas ou realmente quem foi o interlocutor, muito menos sem qualquer indício, por absoluta impropriedade do meio, de terem sido visualizadas”, diz Moraes.
Moraes também defende a atuação de sua mulher, Viviane Barci e dos filhos, defende os contratos milionários firmados com Daniel Vorcaro e o Banco Master, e defende o escritório de advocacia da família.
“Minha mulher e meus dois filhos são advogados e têm direito, como todos os demais advogados, a exercer a profissão, sempre com respeito à legislação e à ética. Importante relembrar que jamais atuei em qualquer caso envolvendo o escritório
Barci de Moraes”, diz Moraes.
“O relatório faz falsas conjecturas sobre o contrato legalmente existente entre o escritório Barci de Moraes Sociedade de Advogados e o Banco Master”, segue Moraes.
Segundo Moraes, o escritório já se manifestou sobre o tema há meses e, portanto, nenhuma controvérsia deveria existir, além da perseguição de André Mendonça, relator do caso, contra ele.
“Não me manifesto pelo escritório Barci de Moraes Sociedade de Advogados, que, porém, há vários meses, emitiu “nota à imprensa”, que é publica, esclarecendo que foi contratado, no período entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025, pelo cliente Banco Master, para o qual realizou ampla consultoria e atuação jurídica. Todos os serviços jurídicos foram devidamente documentados, todas os recebimentos de honorários devidamente declarados, mediante a expedição das respectivas notas fiscais. O escritório esclareceu ainda que nunca atuou em nenhuma causa para o Banco Master ou de Daniel Vorcaro no âmbito do STF (Supremo Tribunal Federal). REPITO: Nenhuma. E o ministro Alexandre de Moraes jamais atuou em qualquer caso envolvendo o escritório Barci de Moraes. O exercício regular da advocacia, sem qualquer irregularidades”, diz Moraes.
“A partir da divulgação ilegal de fragmentos de mensagens entre o escritório Barci de Moraes e o Banco Master, o relatório tenta construir uma falsa narrativa de irregularidades. A farsa teve início desde esse momento”, diz Moraes.
Moraes classifica a possível investigação das mensagens de Vorcaro com ele de vingança “daqueles” condenados por tentativa de golpe de Estado, por meio de seus aliados, no caso Mendonça.
“Apesar da farsa montada e divulgada, não existe absolutamente nada e todos sabem a motivação político-eleitoral dessas criminosas mentiras. vingança. Está muito clara a tentativa de vingança dos aliados daqueles que tentaram acabar com a Democracia e o Estado de Direito e foram condenados pelo STF. A tentativa de Golpe não se encerrou em 8/1/2023, simplesmente mudou seu modus operandi. Mas assim como na primeira vez, o STF saberá resistir e sairá fortalecido, mantendo a Defesa plena da Constituição, do Estado de direito e da Democracia”, escreve Moraes.







