Ministro Marco Buzzi não cometeu qualquer ‘ato impróprio’, diz defesa
Advogados do integrante do STJ reclamam de vazamentos sobre o caso e dizem que não tiveram acesso ao processo
A defesa do ministro Marco Buzzi, do STJ, afirmou nesta segunda-feira que ele “não cometeu qualquer ato impróprio” e reclamou do fato de não ter participado do depoimento, no CNJ, de uma jovem que o acusa de assédio.
Em nota, os advogados Maria Fernanda Ávila e Paulo Emílio Catta Pretta também criticam o “vazamento antecipado de informações não checadas” e afirmaram que não tiveram acesso aos autos.
O posicionamento foi divulgado após o Radar publicar que o STJ e o CNJ estão investigando uma nova denúncia contra Buzzi. A identidade da suposta vítima e os detalhes do caso são guardados sob rigoroso sigilo para não prejudicar as apurações e para não expor a vítima.
“O vazamento antecipado de informações não checadas, alheias aos canais institucionais e antes mesmo do acesso da defesa aos autos, revela um esforço deliberado de constranger o devido processo legal e influenciar indevidamente futuras decisões judiciais”, diz a nota da defesa.
Os advogados alegam que o depoimento sem participação da defesa desrespeita o estatuto interno do CNJ, que estabelece que o “Corregedor Nacional de Justiça ou o sindicante intimará o sindicado ou seu procurador para acompanhar a inquirição de testemunhas”.
“O ministro Marco Buzzi não cometeu qualquer ato impróprio, como será possível demonstrar oportunamente no âmbitos dos procedimentos já instaurados”, diz a nota.





