Ministro acusado de assédio tenta evitar afastamento cautelar, mas STJ mantém sessão
Reunião está marcada para a manhã desta terça, em Brasília
O Radar mostrou, nesta segunda, que o STJ havia decidido analisar, numa reunião nesta terça, a possibilidade de afastar cautelarmente o ministro Marco Aurélio Gastaldi Buzzi, acusado de assédio sexual por duas mulheres até o momento no CNJ.
A defesa do magistrado tentou evitar que a sessão aconteça. O próprio Buzzi buscou colegas no tribunal para tentar, pela via da comoção, sensibilizar alguns ministros a lhe franquearem o “benefício da dúvida”.
Nada disso, no entanto, mexeu com o sentimento no tribunal, hoje uma angústia gritante diante da gravidade da crise instalada por causa das revelações publicadas pelo Radar.
Ainda nesta segunda, uma segunda denúncia de assédio contra Buzzi ampliou seu desgaste. A tentativa da defesa do ministro de desqualificar a jovem que o acusou de assédio piorou o clima para ele na Corte.
O ministro reclama de vazamentos e de não ter acesso aos processos abertos contra ele no CNJ, no STF e também no STJ.
Como o Radar revelou ontem, os ministros do tribunal vão usar um precedente de 2003 para analisar o caso de Buzzi. Esperam que o afastamento contribua para o arrefecimento da crise. Buzzi ficará fora da Corte, mas poderá se defender e ser ouvido em todas as frentes do processo. Caso consiga provar que as mulheres que o denunciam estão mentindo, voltará ao cargo. Algo, hoje, improvável, na avaliação de ministros que acompanham o processo.
A sessão no STJ está marcada para logo mais, em Brasília.





