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Membro do PCC suspeito de planejar sequestro de Moro é preso; ‘Mais um que se vai’, diz senador

El Cid, como é conhecido, estava com documentação falsa no Ceará

Por Heitor Mazzoco Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 5 fev 2026, 11h28 • Atualizado em 5 fev 2026, 12h02
  • A Polícia Militar do Ceará (PMCE) prendeu um integrante do Primeiro Comando da Capital (PCC) que é acusado de participar de plano para sequestrar o senador Sergio Moro (União-PR) em 2023. Sidney Rodrigo Aparecido Piovesan, mais conhecido como El Cid, estava foragido do sistema prisional paulista havia quase quatro anos.

    A prisão ocorreu depois de policiais suspeitarem da mulher de El Cid, que estava com documentos falsos. “O fato iniciou-se quando uma abordagem de rotina, na madrugada desta quarta-feira (4), do Batalhão de Polícia de Trânsito Urbano e Rodoviário Estadual, na cidade de Iguatu, resultou na captura de uma mulher por falsidade ideológica. Com base em levantamentos da Assessoria de Inteligência da Polícia Militar, após informações de onde ela residia, equipes do 15º Batalhão e do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) abordaram El Cid próximo a um condomínio de luxo na cidade do Eusébio”, informou nota divulgada pela PM.

    Segundo as autoridades cearenses, contra El Cid havia dois mandados de prisão em aberto, todos emitidos pela Justiça de São Paulo, pelos crimes de associação ao tráfico de drogas e homicídio. “O suspeito, conhecido por ações criminosas em todo o Brasil, foi abordado com documento de identidade falso”.

    Plano para sequestro e morte de Moro

    Em março de 2023, a Polícia Federal interceptou uma tentativa de sequestro de autoridades públicas — o que incluía o ex-juiz Moro — articulada por integrantes do PCC.

    “Mais um que se vai. Ótimo. Os criminosos sabem quem, na magistratura ou no ministério, trabalhou duro contra eles. Continuarei assim agindo no Senado”, disse o parlamentar.

    Segundo investigações, o plano para sequestrar e matar Moro partiu depois de diversas transferências de presos ligados à facção paulista para presídios federais. Na época, a polícia apontou que o senador, a mulher dele, Rosangela Moro, deputada federal pelo Paraná, e os filhos do casal foram monitorados por integrantes do PCC.

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