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Mais de 500 cidades têm risco de surto de doenças causadas pelo Aedes

Palmas (TO), Boa Vista (RR), Cuiabá (MT) e Rio Branco (AC) são as quatro capitais que estão em risco de surto de dengue, zika e chikungunya

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 12 dez 2018, 20h37 | Atualizado em 4 jul 2026, 02h15
Mais de 500 cidades têm risco de surto de doenças causadas pelo Aedes Priorize VEJA no Google

Dados divulgados nesta quarta-feira, 12, pelo Ministério da Saúde, no Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes Aegypti (LIRAa), revelam que pelo menos 504 municípios brasileiros registram alto índice de presença do mosquito e apresentam risco de surto para doenças do transmissor, incluindo dengue, zika e chikungunya.

O levantamento aponta que, das 27 capitais em todo o país, quatro estão sob risco de surto das três doenças que podem ser transmitidas pelo mosquito: Palmas (TO), Boa Vista (RR), Cuiabá (MT) e Rio Branco (AC).

Manaus (AM), Belo Horizonte (MG), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ), Brasília (DF), São Luís (MA), Belém (PA), Vitória (ES), Salvador (BA), Porto Velho (RO), Goiânia (GO) e Campo Grande (MS), estão em situação de alerta.

Já Curitiba (PR), Teresina (PI), João Pessoa (PB), Florianópolis (SC), São Paulo (SP), Macapá (AP), Maceió (AL), Fortaleza (CE) e Aracaju (SE) têm índices considerados satisfatórios. Natal (RN) e Porto Alegre (RS) fizeram a coleta de dados por armadilha – metodologia utilizada quando a infestação pelo mosquito é muito baixa ou inexistente.

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Criadouros

Além de identificar onde estão concentrados os focos do mosquito em cada município, o levantamento revela quais os principais tipos de criadouros por região. No Nordeste, por exemplo, o armazenamento de água no nível do solo doméstico, como tonel, barril e tina, foi o principal tipo identificado.

No Sudeste, o maior número de depósitos encontrados foi em domicílio, caracterizados por vasos e frascos com água e pratos e garrafas retornáveis. Já nas regiões Centro-Oeste, Norte e Sul predominou o lixo, como recipientes plásticos, garrafas PET, latas, sucatas e entulhos de construção.

Dengue

Dados do Ministério da Saúde apontam que, até 3 de dezembro deste ano, foram notificados 241.664 casos de dengue em todo o país – um pequeno aumento em relação ao mesmo período de 2017, que tinha ocorrido 232.372 casos. A taxa de incidência, que considera a proporção de casos por habitantes, é de 115,9 casos para cada 100 mil habitantes.

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Em relação ao número de óbitos causados pela doença, a queda é de 19,3% quando comparado ao mesmo período do ano anterior, passando de 176 mortes em 2017 para 142 neste ano.

Chikungunya

Segundo o mesmo levantamento, foram notificados 84.294 casos de chikungunya no Brasil em 2018 até 3 de dezembro – uma redução de 54% em relação ao mesmo período de 2017 (184.344 casos). A taxa de incidência da doença é de 40,4 casos para cada 100 mil habitantes.

Em relação ao número de óbitos, a queda é de 81,6% quando comparado ao mesmo período do ano anterior, passando de 191 mortes em 2017 para 35 neste ano.

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Zika

Os números mostram ainda que, até 3 de dezembro, foram notificados 8.024 casos de zika em todo o país – uma redução de 53% em relação ao mesmo período de 2017 (17.025 casos). A taxa de incidência é de 3,8 casos para cada 100 mil habitantes.

Este ano, foram registrados quatro óbitos causados pelo vírus Zika.

(Com Agência Brasil)

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