Lula chega à convenção com PT dividido e em guerra por espaços de poder na campanha
Alas do petismo da Bahia e do Sudoeste disputam protagonismo no projeto que pode reeleger o presidente
Prestes a confirmar a candidatura ao Planalto — o petista será anunciado neste domingo como postulante do PT à reeleição –, Lula lida com uma guerra de dossiês entre facções do PT por espaços de poder e dinheiro na campanha.
Os bombardeios são direcionados a Edinho Silva. O presidente nacional do PT é tratado por algumas alas do partido como “centralizador”.
Aliados de Lula desejam influir em decisões sobre a comunicação do petista, na área jurídica da candidatura — onde o embate com o bolsonarismo nos tribunais segue duro — e até nas agendas do presidente.
O Radar mostrou que Lula, recentemente, precisou interferir num movimento que buscava afastar da campanha o advogado Marco Aurélio de Carvalho, tratado agora como integrante central do projeto petista.
Mas há outros embates em curso, inclusive alimentados pelo avanço das investigações do Banco Master contra petistas.
Espécie de alma deste terceiro mandato de Lula, o petismo da Bahia começa a se tornar tóxico ao projeto eleitoral do presidente, mas não deseja, ainda assim, perder o espaço que conquistou no poder petista.
A disputa com o petismo do Rio de Janeiro e de São Paulo avança.
A convenção nacional do PT será realizada num centro de convenções localizado na zona norte de São Paulo.
O evento começará por volta das 10h e contará com a presença do presidente e de uma série de ministros do governo.
Já o início da campanha será num ato em São Bernardo do Campo, no próximo dia 16 de agosto.
Lula deve formalizar seu projeto eleitoral apenas com partidos do campo progressista — PSB, PDT PCdoB, Psol, Rede e PV –, sem o apoio de siglas de centro e do centrão.
O petista tem articulado os movimentos da pré-campanha em reuniões semanais no Palácio da Alvorada.







