Latino Gala: como foi evento conservador que reuniu Eduardo Bolsonaro e personalidades nos EUA
Em baile realizado em Mar-a-Lago, propriedade de Trump, ex-deputado criticou 'lacração' de Bad Bunny e pregou apoio à candidatura de Flávio no Brasil
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-RJ) participou, na última terça-feira, 10, do Latino Gala — nome popular para o Baile da Prosperidade Hispânica —, em Mar-a-Lago, resort de luxo do presidente americano Donald Trump, na Flórida.
Nas redes, o filho Zero Três do ex-presidente Jair Bolsonaro publicou registros do evento ao lado da esposa, Heloísa Bolsonaro, do deputado federal Mário Frias (PL-SP), e de empresários e personalidades como Rudy Giuliani, ex-prefeito de Nova York, e de Eduardo Bittar, exilado venezuelano e coordenador-geral do Rumbo Libertad, movimento contrário aos regimes chavistas no país.
Também na publicação, Eduardo comentou o “clima” entre a comunidade hispânica em relação à política brasileira, e afirmou que o “sentimento” é o de apoio à disputa de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao Planalto nas eleições deste ano. O senador anunciou sua pré-candidatura no final do ano passado, em meio a outros postulantes da centro-direita e da direita, entre eles os governadores de Goiás, Ronaldo Caiado (União), de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), e de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que tem rechaçado publicamente a possibilidade.
Segundo Eduardo, que está autoexilado nos Estados Unidos há quase um ano, a comunidade latina também vê com “indignação” a prisão de Bolsonaro. O ex-presidente cumpre pena de mais de 27 anos de prisão após condenação pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por envolvimento na tentativa de golpe de Estado.
“Mas a mensagem é de esperança. Com o resgate da democracia, o Brasil terá um novo ciclo de oportunidades”, escreveu o ex-deputado. “Foi inspirador conversar com embaixadores, autoridades e amigos de língua espanhola, todos confiantes em um futuro de liberdade”.
Bad Bunny e ‘lacração’
Eduardo também aproveitou os registros do baile para criticar o que classificou de “lacração” do cantor porto-riquenho Bad Bunny no show do intervalo do Super Bowl no último domingo, 8. O vencedor do prêmio de álbum do ano no Grammy fez uma apresentação com tom político e que exaltou a América como continente. Apesar de não ter citado nominalmente o presidente Donald Trump, o artista tem feito críticas contundentes ao governo americano, sobretudo ao ICE, o serviço de imigração do país.
“O agradecimento à comunidade americana que nos acolhe ficou evidente nos discursos que repudiaram o protesto do cantor Bad Bunny, que aproveitou o intervalo da NFL (final do campeonato nacional de futebol americano) para fazer protesto contra Trump e ICE. Além de inapropriado, uma lacração que ninguém suporta mais”, escreveu o ex-parlamentar.
A apresentação do intervalo do Super Bowl irritou Trump, que foi às redes sociais para detonar o show, classificando-a como “a pior de todas”. “Absolutamente terrível, um dos piores de todos os tempos! Não faz sentido nenhum, é uma afronta à grandeza da América e não representa nossos padrões de sucesso, criatividade ou excelência”, publicou o americano.





