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Justiça manda soltar vereador Salvino Oliveira, preso por envolvimento com o Comando Vermelho

Parlamentar estava detido desde quarta-feira, 11

Por Luiza Zubelli, Ludmilla de Lima Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 13 mar 2026, 17h52 • Atualizado em 13 mar 2026, 18h19
  • A Justiça mandou soltar o vereador Salvino Oliveira (PSD) do presídio de Benfica nesta sexta-feira, 13. A liberação ocorreu depois de um pedido de habeas corpus feito no fim desta quinta-feira, 12, pela defesa do político. A decisão veio da 7ª Câmara Criminal, assinada pelo desembargador Marcus Henrique Basílio. O magistrado destacou que não havia elementos que justificassem a necessidade da prisão do parlamentar para o curso da investigação. “A conversa entre terceiros em que seu nome foi envolvido ocorreu há mais de um ano, o que, a princípio, não havendo notícia de outras conversas posteriores, também afasta o requisito da contemporaneidade”, escreveu Basílio.

    O vereador foi preso na quarta-feira, 11, alvo da Operação Contenção Red Legacy, que busca combater a estrutura nacional do Comando Vermelho. Aliado próximo do prefeito e pré-candidato a governador Eduardo Paes, Salvino nega envolvimento com a facção criminosa. Para ele, o Poder Judiciário “corrigiu uma injustiça” e os responsáveis “vão responder pelos seus atos”.

    Salvino é investigado por supostamente ter “negociado diretamente com o traficante Edgar Alves de Andrade, o ‘Doca’, autorização para realizar campanha eleitoral na comunidade da Gardênia Azul, área sob domínio do Comando Vermelho”. O parlamentar teria “articulado benefícios ao grupo criminoso, apresentados publicamente como ações voltadas à população local”, como a instalação de quiosques na região.

    Segundo a Polícia Civil, a investigação que apura o envolvimento do vereador com o CV acontece desde 2024 e começou com o intuito de investigar atividades ilícitas relacionadas a empresas de exploração de internet localizadas no Complexo da Penha, sob o comando de Edgar Alves Andrade, o Doca, apontado como líder do Comando Vermelho. Por meio da quebra de sigilo telefônico, conversas entre Doca e o “síndico do Gardênia”, vinculado ao CV, revelaram um envolvimento direto do vereador com o grupo criminoso.

    Em paralelo, a corporação também investigou movimentações financeiras de Salvino. Transações atípicas vindas de uma empresa de informática localizada no Complexo da Maré, também dominado pelo CV, chamaram a atenção dos agentes. Outro dado levantado pela Civil é que em apenas quatro meses, o vereador recebeu a quantia de R$ 100 mil, incluindo 11 depósitos em dinheiro vivo.

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    Além das operações atípicas na conta do parlamentar, a investigação financeira também apontou para transações suspeitas realizadas por pessoas jurídicas que têm como sócio principal o assessor de Salvino Oliveira. De acordo com a Polícia Civil, “o conjunto de elementos colhidos até o momento aponta que o investigado, além dos elementos que recaem sobre si, possui vinculação direta com personagens relevantes desta estrutura sofisticada possivelmente voltada para a lavagem de dinheiro, mantendo como seu assessor uma figura de destaque na estrutura investigada”.

    Para a corporação, o pedido de prisão temporária teve como objetivo impedir que o parlamentar atrapalhasse as investigações e destruísse evidências relevantes. Os dados encontrados nas mensagens foram considerados suficientes, pelos investigadores, para fundamentar o pedido de prisão temporária do vereador. No entanto, a Polícia Civil afirma que há mais provas, ainda não divulgadas, de que o parlamentar tem ligações com a facção criminosa.

    O que diz Paes

    O prefeito do Rio, filiado ao mesmo partido que Salvino, fez na noite da quarta-feira, 11, uma manifestação pública nas redes sociais acusando o governador Cláudio Castro (PL) de fazer uso político da Polícia Civil. Na gravação, Paes foi para o ataque contra Castro: “Governador é omisso e conivente com aliados que se envolvem com o crime”. O pré-candidato a governador acrescentou, ainda, que “causa muita estranheza operação da Polícia Civil contra vereador do PSD justamente nesse momento” e afirmou que a ação tem “caráter eleitoreiro”.

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    Sem citar nomes, fora o do ex-deputado TH Joias, Paes lembrou de operações da Polícia Federal que miraram aliados de Castro. “O que não dá para aceitar é o que venho denunciando há muito tempo: o uso político das forças policiais comandadas pelo governador Cláudio Castro, e muito menos a infiltração do crime organizado na política, um dos problemas centrais da grave crise de segurança pública que a gente vive no Rio de Janeiro. Só essa semana mais um ex-subsecretário foi preso por suspeita de ligação com tráfico”.

    Na segunda-feira, 9, a Polícia Federal prendeu o delegado federal Fabrízio Romano, sob suspeita na investigação que atingiu TH Joias, dentro da Operação Anomalia. A ação tinha como alvos também advogados e o ex-secretário estadual de Esportes Alessandro Pitombeira Carracena. Carracena, na verdade, já estava preso, e agora acumula mais um mandado de prisão. Ele teria recebido propina para auxiliar no processo de extradição de um traficante.

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