Justiça condena dois por latrocínio em bairro nobre de SP
Em fevereiro do ano passado, o ciclista Vitor Medrado foi vítima de um latrocínio em frente ao Parque do Povo
Mais de 13 meses após a morte de Vitor Medrado, o Tribunal de Justiça de São Paulo condenou dois homens pelo assassinato do ciclista. Ele foi vítima de um latrocínio em fevereiro do ano passado em frente ao Parque do Povo, no Itaim Bibi. Ainda cabe recurso da decisão.
Enquanto Erik Benedito Veríssimo foi condenado a 28 anos de prisão, Jefferson de Souza Jesus cumprirá 22 anos de reclusão — a pena dele foi diminuída por ter confessado espontaneamente o crime.
Também foi estabelecido que os réus devem indenizar a viúva do ciclista em 200 mil reais cada e não poderão responder em liberdade.
Imagens das câmeras de segurança mostraram que, por volta das 6h12 da manhã de 13 de fevereiro de 2025, o ciclista estava parado mexendo no celular quando foi abordado por dois homens em uma moto. Um dos criminosos disparou contra Medrado, que foi atingido no pescoço e chegou a ser levado ao Hospital das Clínicas, mas não resistiu.
Conhecida como “mainha do crime”, Suedna Barbosa Carneiro também foi presa pela Polícia Civil. Apontada como mandante, facilitadora e financiadora de uma série de assaltos em diferentes pontos da cidade, ela seria responsável por chefiar os assaltantes que mataram o ciclista.
Em sua decisão, o juiz Marcus Alexandre Manhães Bastos alegou que o crime, praticado com crueldade e por motivo fútil, revela a elevada reprovabilidade e justifica o maior rigor na pena.
“O vídeo revela contexto em que, provavelmente, sequer anunciaram assalto. É muito rápido o movimento de aproximação e a queda do acusado, que, aparentemente, sequer levanta os olhos do celular para mirá-los. Sua cabeça permanece abaixada. Eles se aproximaram e simplesmente efetuaram o disparo para em seguida, sem nenhum risco de oposição ou resistência, pegar seu celular”, argumentou o magistrado.





