Júri popular de PMs acusados de assassinar adolescente de 13 anos é adiado
Thiago Meneses Flausino foi morto durante uma operação policial em 2023 na Cidade de Deus
O júri popular de dois policiais militares envolvidos na morte do adolescente Thiago Meneses Flausino, que aconteceria nesta terça-feira, 27, foi adiado. O caso ocorreu em 2023 e, na época, o menino tinha 13 anos. Ele foi assassinado a tiros durante uma operação na Cidade de Deus, comunidade na Zona Sudoeste do Rio. O pedido de adiamento veio da defesa dos acusados, que alegou não ter tido acesso prévio a uma das provas apresentadas. A data prevista para a retomada do julgamento é o dia 10 de fevereiro.
Antes da decisão, familiares e amigos de Thiago fizeram uma manifestação em frente ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, no Centro. Procurada por VEJA, a mãe do adolescente não se manifestou até a publicação desta reportagem.
Os policiais militares do Batalhão de Choque Diego Pereira Leal e Aslan Wagner Ribeiro de Faria são acusados de homicídio e fraude processual. A segunda acusação será julgada na auditoria da Justiça Militar, diferentemente do julgamento do assassinato, que ocorre no 2º Tribunal do Júri. Outros dois cabos também respondem pelo crime, Silvio Gomes Santos e Roni Cordeiro de Lima, além do capitão Diego Geraldo Rocha de Souza. De acordo com as investigações, o grupo adulterou a cena do assassinato e plantou uma pistola 9 milímetros para alegar que houve um confronto.
Diego e Aslan admitiram a autoria dos tiros que mataram Thiago Flausino e estão presos desde maio de 2024. O adolescente circulava de moto com o amigo quando os dois se desequilibraram e caíram. Quando tentavam reerguer o veículo, um carro descaracterizado se aproximou e quatro PMs saíram do automóvel já atirando. Investigações revelaram que Thiago foi atingido por três tiros.





