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Jungmann: Deixar Exército na favela ‘é jogar dinheiro fora’

Segundo o ministro da Defesa, a permanência das tropas nesses locais por um longo período não tem resultados positivos. 'É dar férias a bandidos', afirma

O ministro da Defesa, Raul Jungmann, disse na manhã desta terça-feira (17) que a permanência das Forças Armadas em favelas do Rio de Janeiro”não leva a resultados” [positivos]. “Nós entendemos que deixar as Forças Armadas fazendo o policiamento por longos períodos em favelas do Rio é dar férias aos bandidos.”

O ministro afirmou ainda que o papel das Forças Armadas no Rio é o de apoiar as demandas das polícias e da Segurança no estado. “Nós fazemos o cerco, fazemos varreduras, atuamos na inteligência apoiando as ações, até porque são as polícias que recebem as ordens de prisão, as ordens de busca e apreensão, e nós atuamos no apoio”, explicou.

Jungmann afirmou que o custo para manutenção das Forças Armadas nas favelas “é altíssimo”. Ele lembrou que, por R$ 400 milhões, o Exército passou um ano e meio na favela da Maré, no Rio, em 2015, e que quando saíram o crime voltou. “Quando nós estamos lá, eles [criminosos] se retraem, mas quando saímos, eles voltam. Isso é jogar dinheiro fora”, disse.

Segundo o ministro, o combate à criminalidade é feito através de ações de inteligência. Ele afirmou ainda que as Forças Armadas não atacam com a mesma capacidade operacional do crime organizado.

Reforço

O Rio de Janeiro enfrenta uma grave crise de segurança pública. Em julho deste ano, o Presidente da República, Michel Temer (PMDB), assinou um decreto autorizando o uso das Forças Armadas na cidade para fortalecer a polícia carioca e reduzir a violência.

A medida adotada pelo presidente há três meses não foi a única em que a polícia carioca precisou de reforços para combater a criminalidade. No mês passado, uma guerra entre traficantes que disputavam o controle do tráfico na favela da Rocinha, na Zona Sul do Rio, levou pânico aos moradores da região em uma manhã de domingo.

Para cessar o fogo cruzado, o ministro Raul Jungmann acatou o pedido do governador do Rio, Luiz Fernando Pezão (PMDB), e autorizou o envio do efetivo das Forças Armadas para apertar o cerco aos criminosos na Rocinha. Naquele dia, aproximadamente 700 homens da polícia e do Exército saíram dos quarteis em direção à favela e permaneceram lá por uma semana, até que a situação voltasse à normalidade.

Pelo menos três pessoas morreram e outras cinco foram baleadas nos primeiros dias de confronto. As Forças Armadas deixaram a Rocinha após uma semana de operações intensas, mas retornaram na terça-feira passada (10) para auxiliar a polícia nas buscas na região. Segundo a Secretaria Estadual de Segurança do Rio, os militares atuam na operação oferecendo apoio técnico à Polícia Militar (PM)

 (Com Estadão Conteúdo)
Comentários

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  1. José Antonio Debon

    O ministro está totalmente certo, o exercito n]ao tem treinamento e não sabe fazer policiamento.
    Os caras tem que sair fora logo dessa farsa criada pelos políticos.
    Existem os consumidores, que são os financiadores do tráfico, existem os traficantes e existem as comunidades coniventes e o governo parcialmente influenciado pelos consumidores e pelos corruptos dominados e comprados pelos traficantes.
    Então a solução do problema começa por onde?

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  2. Uma pergunta meio “inocente”. quando o bandido lança uma granada nas tropas elas podem lançar outra de volta?

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  3. Essa guerra jamais será vencida enquanto consumidores endinheirados e em crise de abstinência continuarem armando os bandidos. Todo mundo sabe disso, mas ninguém quer abrir mão do “uso recreativo”. Querem apenas alguém (os soldados) para tomar tiro em seu lugar. No final, todo mundo paga o pato. Aliás, todo mundo se torna o pato no “tiro ao alvo”. Então aguenta!

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  4. Fernando Silva da Cruz

    Capacidade operacional dos bandidos? Peraê, quer dizer que eles são mais operacionais que as Forças Armadas, Sr Ministro?

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  5. O paradoxal, e perigoso é que, na verdade, o emprego das tropas só leva à garantia de um “abastecimento” sem interrupções por guerras entre “fornecedores”. É o dinheiro do contribuinte sendo usado para manter aceso o “cachimbo da paz”. Acabaremos nos tornando um narco-estado, como a Venezuela, quando as Forças Armadas se integram à missão de dar segurança ao comércio de drogas. Anotem e guardem. É questão de tempo.

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  6. ViP Berbigao

    Algumas coisas existem e pouco sabe-se a sua origem, no entanto, toque de recolher cairia bem neste momento… E outra coisa, exército sem uso de inteligência para mapear os poderosos não vai a lugar algum. Mas e se chegarem aos verdadeiros donos do morro? Ai Ai…. Brasil

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  7. Cleuvis Casagrande

    Para que humilhar o exercito? Alias a polícia tmb não é respeitada por ninguém, choram quando um bandido morre, mas quando polícia morre não da notícia em lugar nenhum, já se meia duzia de bandidos tomar tiro no lombo as manchetes são gigantescas. No Brasil quem é o bandido? São os menos favorecidos, uns coitadinhos que roubam para sustentar a família, e quem é a polícia? É só uma autoridade que abusa da autoridade que tem… E quem é o exercito? É só um tropa de fardados que joga nosso dinheiro fora… E quem são os políticos? Há sim, os políticos são nossos protetores, nossos herois da nação. É de chorar.

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  8. Pacífico Guerra

    Esse ministro comunista é engraçado, diz que as F.A. nas favelas não dá certo, então o que é que dá sr. ministro comunista?

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  9. Ateu Indiferente

    Militares brasileiros só são bons para fazer selfie!
    São usados para a propaganda, marketing, mas inúteis para resolver o problema.
    São manipulados pelos políticos, bonecos.
    Só não vê quem não quer.

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