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Jair Bolsonaro dá carta branca para Flávio tocar a campanha e até criticar sua obra no Planalto

Ex-presidente sabe que é o principal cabo eleitoral do filho, mas também sua maior fraqueza

Por Robson Bonin Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 24 fev 2026, 09h30 • Atualizado em 24 fev 2026, 10h33
  • Com a ajuda de Lula, da Acadêmicos de Niterói e do petismo instalado no Planalto — a coleção de erros impressiona –, o senador Flávio Bolsonaro vem subindo nas pesquisas eleitorais. Como o Radar mostrou na edição de VEJA que está nas bancas, um diretor de um importante instituto de pesquisa já avalia que o filho de Jair Bolsonaro pode superar o petista nas pesquisas de março, dado o estrago do desfile de Carnaval na Sapucaí.

    Nada disso, no entanto, diminui o desafio de Flávio como candidato. Representar o pai nas urnas é o maior dos dilemas do senador. Bolsonaro é o principal cabo eleitoral de Flávio, mas também sua maior fraqueza.

    Assim como Lula sofre com o desgaste de ter reescrito a história para negar o passado de corrupção dos governos petistas, Flávio sofrerá desgastes por ter de defender a “obra” do pai no Planalto durante a campanha.

    A aventura de Jair Bolsonaro no poder pode ser um fardo pesado de mais para fazer decolar a candidatura de Flávio, mas isso o país só saberá em outubro.

    Até lá, o PT fará questão de relembrar: Bolsonaro demorou para comprar a vacina, negou a ciência, entregou seu mandato nas mãos do centrão e do orçamento secreto, fez do Planalto uma máquina de perseguição contra adversários e aliados menos fieis… A lista é longa.

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    Incubadora de preconceitos e de discursos golpistas, o palácio de Bolsonaro acabou reprovado nas urnas em 2022. Entre continuar no ciclo radical com Bolsonaro ou devolver um ex-condenado por corrupção ao Planalto, o eleitor preferiu Lula.

    Hoje preso e condenado a puxar 27 anos e 3 meses de cadeia, Bolsonaro sabe a imagem que tem e sabe que precisará de todo voto disponível para eleger o filho.

    Ciente de que a missão não é simples, Bolsonaro deu a Flávio, numa conversa recente, carta branca para que o filho faça o que for preciso para ser eleito. Pode criticar e negar a obra do pai e até abraçar velhos inimigos do bolsonarismo nos estados, caso isso represente algum ganho eleitoral.

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    Flávio vai defender o pai no limite do possível. Como bom Bolsonaro, não negará a veia radical da família. Em entrevistas recentes, atacou a imprensa dizendo que o jornalismo “desumanizou Bolsonaro”. A imagem do presidente da República imitando alguém com falta de ar, numa live, quando o país já chorava milhares de mortes na pandemia foi só um detalhe.

    Em outro momento, anunciou o irmão Eduardo como chanceler no Itamaraty. Justamente o ex-deputado que, uma vez nos Estados Unidos, gravou vídeos dizendo que o Brasil havia acabado, que os empresários brasileiros deveriam fechar fábricas e migrar para Orlando.

    Na campanha, o petismo vai tratar de resgatar os piores momentos de Bolsonaro para alertar o eleitor sobre o risco de entregar o Planalto ao filho dele. Tentará repetir a jogada de 2022.

    Com carta branca, Flávio já mostrou que tenta seguir o roteiro vitorioso de 2018, quando o pai levou a vitória sem sequer fazer campanha ou apresentar um programa de governo, debilitado que estava pela facada. Flávio não negará o pai, mas tentará se apresentar como alguém “diferente”. Talvez até com alguma proposta. A conferir.

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