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Iludida com Trump, oposição esquece escândalos da gestão petista e ajuda Lula

Sem opositores a apontar o descalabro em curso no atual governo, presidente recupera capital político para tentar a reeleição em 2026

Por Robson Bonin Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 28 out 2025, 09h01 • Atualizado em 28 out 2025, 12h48
  • Quase quatro meses se passaram desde o início do tarifaço anunciado por Donald Trump contra o Brasil. As sanções a autoridades brasileiras vieram. A oposição escolheu se iludir com uma irreal intervenção dos Estados Unidos nos assuntos nacionais.

    Quase quatro meses depois, a oposição conseguiu, concretamente, apenas prejudicar o setor produtivo nacional ao apostar num golpe patrocinado por Trump contra o governo e as instituições brasileiras. Era previsível. Só o clã Bolsonaro e seus apoiadores é que não viram.

    Do ponto de vista eleitoral, a situação atual é a melhor possível para Lula e o PT. Prestes a colher algum avanço nas negociações com Trump, o petista colocou a oposição no lugar ideal para se reeleger ao quarto mandato.

    Até aqui desgastada e dividida, sem um representante natural e sem um discurso nem programa a oferecer ao país, a oposição vive hoje na página virada do julgamento da trama golpista no STF. Desconectada da realidade, defende anistia e outros assuntos que não estão na ordem do dia dos brasileiros, hoje preocupados com questões da vida real como a segurança pública.

    Se não se desvencilhar do clã Bolsonaro e apresentar ao país uma alternativa de poder que mire para um futuro distante da gastança e dos escândalos da gestão petista, a direita dificilmente conseguirá evitar o clima plebiscitário da próxima eleição.

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    Na Argentina, Javier Milei conseguiu reverter uma derrota quase certa ao investir justamente no clima polarizado, fazendo o eleitor lembrar que o que estava em jogo era a escolha entre o atual governo, que bem ou mal, vem colhendo avanços na economia, ou o retorno ao passado kirchnerista — a página virada –, responsável por boa parte dos problemas dos hermanos.

    Para Lula, a eleição ideal passa por esse mesmo caminho: uma volta ao caos dos tempos bolsonaristas, com crises institucionais, o perdão a todos os golpistas e retorno do negacionismo ao Planalto, ou esse governo que está aí, que não entrega o que promete, gasta mais do que deveria, acoberta escândalos bilionários, mas consegue tumultuar menos o país do que o bolsonarismo nos tempos de desfile de tanques na esplanada?

    Caminhando para o fim de seu terceiro mandato, Lula e sua gestão petista conseguiram quebrar os Correios — que hoje precisa de 20 bilhões de reais para seguir respirando por aparelhos –, voltaram a entregar prejuízos bilionários em fundos de pensão e deixaram o INSS em situação de colapso total, sem dinheiro para reembolsar aposentados roubados por sindicalistas e com quase 3 milhões de pessoas na fila por um benefício previdenciário.

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    Gastando de forma irresponsável para buscar a reeleição, o petista cava uma crise fiscal que faz especialistas relembrarem os tempos de Dilma Rousseff no Planalto. Para felicidade de Lula e o PT, não há oposição a escancarar os escândalos da atual gestão.

    Preocupados com Trump e com a prisão de Bolsonaro, opositores deixaram o petismo de lado. Desperdiçam os dias a tentar iludir a plateia com teorias sobre como Trump, entre afagos e sorrisos ao lado de Lula, estaria, no fundo, cavando uma grande armadilha ao petista. Haja Rivotril. A ficha precisa cair.

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