Hospital investiga adoecimento de 45 funcionários e acompanhantes no ES
Ao menos cinco pessoas estão internadas em UTIs em Vitória; não se sabe ainda se o problema foi causado por infecção ou intoxicação
A Secretaria da Saúde do Espírito Santo está investigando o adoecimento repentino de 33 funcionários de uma ala de internação oncológica do Hospital Santa Rita (HSR), em Vitória, e outros doze acompanhantes de pacientes com sintomas semelhantes. Até o momento, não foi encontrado um vínculo entre todos os casos e não se sabe se eles foram infectados por algum vírus ou bactéria ou se teriam sido vítimas de intoxicação após ingerir algum líquido ou alimento.
Até a última atualização, da manhã desta segunda-feira, 27, seis dos 33 funcionários ainda estão internados, sendo três em UTI. A reportagem de VEJA solicitou os estados de Saúde ao hospital, mas ainda não teve retorno. Já todos os doze acompanhantes estão internados em diferentes unidades hospitalares, sendo dois em UTI.
A secretaria informou que iniciou a investigação com a coleta de amostras biológicas e encaminhamento ao Laboratório Central de Saúde Pública do Estado do Espírito Santo. Até o momento, ainda não há comprovação do vínculo epidemiológico. Em coletiva de imprensa realizada na manhã desta segunda, o secretário de Estado da Saúde, Tyago Hoffmann, e a coordenadora de Controle de Infecção Hospitalar do Hospital Santa Rita, infectologista Carolina Salume, atualizaram a situação dos casos. A investigação sobre a causa do surto deve ser concluída até o fim desta semana.
“Já investigamos diversos vírus, como o coronavírus e as influenzas A e B, e descartamos essas possibilidades. Agora, estamos investigando bactérias e fungos. Os testes estão sendo realizados com análise para quase 300 patógenos. Também trabalhamos com a hipótese de uma causa ambiental, motivo pelo qual colhemos amostras de superfícies, de água, mobiliário e do sistema de ar-condicionado”, disse Hoffmann.
Ele ainda destacou que não houve registro de novos casos desde o dia 22.
As autoridades tentam confirmar todos os 45 pacientes, ainda internados e os que já receberam alta, estiveram no mesmo setor do hospital no período em que se originaram os sintomas relatados pelos funcionários — na semana passada. Mesmo sem essa confirmação, a infectologista Carolina Salume reforçou que não há recomendação de uso de máscaras no hospital e que o problema não passou de pessoa para pessoa.
“Não há risco em frequentar o hospital nem necessidade de uso de máscaras neste momento. O problema ficou restrito à ala de internação onde o surto foi identificado, que, por precaução, está interditada, assim como um centro cirúrgico”, disse.
Todos os serviços do hospital, incluindo cirurgias, exames e tratamentos oncológicos, estão mantidos normalmente.
Em nota, a secretaria disse que o laboratório está trabalhando de forma ininterrupta, colocando os exames desses casos como prioridade, com uso das tecnologias modernas, para a identificação do agente causador. Ainda não há um prazo para divulgação dos resultados.





