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Grampo levanta indícios de contrabando de viagra pelo PCC

Estimulante sexual se tornou moeda de troca dentro do sistema prisional brasileiro

Por Eduardo Gonçalves Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 9 ago 2019, 21h11 | Atualizado em 3 jul 2026, 14h15
Grampo levanta indícios de contrabando de viagra pelo PCC Priorizar nos meus resultados Google

Escutas telefônicas captadas pela Polícia Federal apontam indícios de que o Primeiro Comando da Capital (PCC) tem como uma de suas fontes de renda o contrabando de viagra, além do tráfico de drogas e o jogo do bicho.

Um preso não identificado discute com outro sobre um suposto carregamento de 5.000 pílulas em abril deste ano. “Nois comprou cinco mil Pramil aí dentro do Estado, até hoje nóis não injetou um Pramil, entendeu, meu? Um comprimido foi ejetado dentro de uma unidade. (…) A importância que é, tá ligado, cara, cada 10 reais que é revertido do comprimido”, diz ele.

Em outro grampo, um detento identificado como Facínora comenta sobre a possibilidade de arranjar uma “transportadora aí que fecha uns Pramil com nós”. “Até dois real nós paga um pelo outro”, diz. Antes disso, ele pede uma remessa de haxixe a ser enviada para dentro da cadeia. “Deixa eu falar para você: troca uma ideia com a disciplina aí. Se aparecer algum daquele, umas cinquenta gramas de haxixe, até 1.300 real aí para o comando, para a financeira aí…  a fim de distribuir nos padrão”.

O Pramil, conhecido como “viagra paraguaio” devido à sua fabricação em larga escala no país vizinho, se tornou uma moeda de troca importante no sistema prisional brasileiro, onde não circula notas de dinheiro. Em 9 de junho, agentes penitenciários flagraram uma mulher tentando levar 993 comprimidos para dentro da Penitenciária de Presidente Venceslau, no interior de São Paulo – o presídio é um conhecido abrigo de lideranças do PCC.

Os grampos contam em relatório da Operação Cravada, deflagrada pela PF em 6 de agosto que desmantelou um núcleo financeiro da facção criminosa que atuava de dentro de presídios do Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul.

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Estádio de futebol lotado com bandeira do Brasil e bola no campo, e um jogador de camisa amarela comemorando. À direita, capas de revistas Veja, Super, Viagem e Quatro Rodas flutuando sobre fundo verde escuroTorcedor de costas, vestindo camisa amarela, comemora com os braços erguidos em um estádio de futebol lotado, sob um céu verde-azulado. Uma bola de futebol com a bandeira do Brasil está no campo. À direita, um fundo verde escuro com um pequeno ícone de árvore branca no canto inferior direito
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