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Governador de Roraima é suspeito de grilagem

José de Anchieta Júnior (PSDB) é acusado de distribuir centenas de títulos fraudulentos de terras. Entre os agraciados, políticos, juízes de tribunais e também sua mulher, em cujo nome está um terreno de 1 milhão de metros quadrados adquirido por 25 000 reais

O governador de Roraima, José de Anchieta Júnior (PSDB), é um privilegiado. Costuma passar seus fins de semana cercado de verde, numa casa erguida em um terreno de 1,1 milhão de metros quadrados a apenas 30 quilômetros da capital do Estado, Boa Vista. No jardim, ele tem à sua disposição uma enorme piscina que a mulher, Shéridan de Anchieta, mandou fazer na forma da letra J, uma homenagem singela ao marido. Mas, além de privilegiado, Anchieta Júnior é muito bom de negócios. Segundo o recibo de compra e venda da propriedade (em nome de Shéridan), o terrenão saiu pela bagatela de 25 000 reais. E foi comprado de um rapaz de 19 anos que, de acordo com a papelada, se tornou proprietário dele aos 12 anos.

Obviamente, o Ministério Público Federal não acredita em nada disso. E suspeita que o rapaz de 19 anos, filho de um funcionário do Iteraima, órgão fundiário do Estado, seja um “laranja” usado para despistar o fato de que alguém fraudou papéis para se tornar titular de uma terra pública – crime ao qual se dá o nome de grilagem e que nunca foi incomum no Estado, mas que, desde 2009, passou a grassar por lá como cipó na Floresta Amazônica.

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