Febrafite sai em defesa de presidente da Unafisco após intimação pela PF
Chefe da Unafisco Nacional, Kléber Cabral afirmou que operação foi 'um dos maiores casos de desproporcionalidade da história recente do Judiciário'
A Associação Nacional de Fiscais de Tributos Estaduais (Febrafite) condenou nesta sexta-feira a decisão da Polícia Federal de intimar o presidente da Unafisco Nacional, Kléber Cabral, para prestar depoimento após críticas à operação da corporação que investigou o vazamento de dados de ministros do STF, incluindo Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes.
Em nota, a entidade manifestou apoio a Cabral e disse que suas declarações foram feitas no exercício de sua função representativa. Afirmou, ainda, que a atuação do chefe da Unafisco foi voltada à “manifestação de preocupações sobre o funcionamento das instituições e as condições de exercício das funções públicas”, o que contribuiria para o debate democrático e o aprimoramento da administração pública.
“É essencial que o ambiente institucional brasileiro preserve e respeite o direito à livre manifestação e à atuação das entidades representativas, garantindo que seus dirigentes possam exercer plenamente suas atribuições, com autonomia, responsabilidade e segurança jurídica”, completou a Febrafite, em nota.
Na última terça-feira, quatro servidores da Receita Federal foram alvo de uma operação da PF por suspeita de terem acessado dados sigilosos de ministros do Supremo e de seus parentes. Eles terão que usar tornozeleira eletrônica, tiveram seus passaportes cancelados e perderam seus cargos públicos.
Após a operação, Kléber Cabral classificou as medidas como desproporcionais e disse, entre outros pontos, que a PF adiantou “o resultado final de um processo penal antes mesmo do processo começar”.





