Fachin amplia quebra de sigilo de documentos do Master
PGR argumentou que não poderia haver 'tratamento diferenciado a situações de igual repercussão'
O presidente do STF, Edson Fachin, atendeu a um pedido da PGR e solicitou que o ministro André Mendonça amplie o levantamento de sigilo dos processos da investigação envolvendo o Banco Master.
Fachin deu um prazo de 24h para o pedido ser atendido.
Mais cedo, o vice-procurador-geral da República, Hindenburgo Chateaubriand Filho, havia solicitado o fim do sigilo de todos os documentos relacionados à apuração, com exceção de diligências em andamento ou a serem realizadas.
Na quinta-feira, Mendonça atendeu a um pedido de Fachin e liberou o acesso a parte dos procedimentos.
Entretanto, Chateaubriand afirmou que a lista dos casos atingidos não contém “grande parte dos procedimentos atualmente correlatos à investigação mais ampla da chamada Operação Compliance Zero”.
O vice-procurador-geral argumentou que não é possível dar “tratamento diferenciado a situações de igual repercussão” e pediu o “levantamento do sigilo, sem exceção, de todas as peças e procedimentos” da investigação, com a ressalva das que envolvem as diligências.
Fachin ainda atendeu outro pedido, do ministro Cristiano Zanin, e solicitou que Mendonça informe se é possível divulgar a íntegra das conversas de Daniel Vorcaro que embasaram um relatório sobre o seu relacionamento o Alexandre de Moraes e outras autoridades.







