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Exército incorpora mulheres como recrutas pela primeira vez na história

Meta é que mulheres representem 20% do efetivo de praças até 2035

Por Duda Monteiro de Barros Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 2 fev 2026, 14h55 • Atualizado em 2 fev 2026, 18h35
  • O Comando Militar do Leste (CML) dá início, nesta segunda-feira, 2, a um capítulo histórico para as Forças Armadas brasileiras: a primeira etapa do serviço militar feminino como soldados. Nesta fase inicial, 159 mulheres foram incorporadas no Rio de Janeiro, marcando a entrada das primeiras recrutas na base da carreira militar do Exército. A etapa presencial de seleção, realizada em locais como o histórico Palácio Duque de Caxias, sede do CML, inclui conferência documental, avaliações de saúde e entrevistas, inaugurando um processo seletivo específico e voluntário.

    Diferentemente do alistamento masculino, que é obrigatório, as jovens nascidas em 2007 ingressaram por opção própria, sem qualquer penalidade para as que não se alistarem. No entanto, uma vez incorporadas e finalizadas as etapas seletivas, o serviço militar se torna obrigatório para as aprovadas. Estas primeiras soldados serão distribuídas em unidades de saúde, ensino e apoio dentro do Exército. O CML, responsável também por tropas no Espírito Santo e em Minas Gerais, já tem previsão de incorporar mais 63 mulheres, com 37 em Juiz de Fora e 26 em Belo Horizonte.

    O Exército garante plena igualdade de condições às novas recrutas. Elas terão os mesmos direitos e responsabilidades dos homens, incluindo salário, plano de saúde, auxílio-alimentação, contagem de tempo para aposentadoria e todos os benefícios previstos na Lei do Serviço Militar, com o acréscimo da licença-maternidade. “É um momento simbólico para o Exército, que reforça a valorização das mulheres em suas fileiras”, destacou o major Hugo Chermann, porta-voz do Serviço Militar Feminino no Rio. 

    Este marco é parte de uma meta de longo prazo que visa atingir 20% de efetivo feminino no contingente de soldados até 2035. Atualmente, mulheres já atuam como oficiais e praças em funções operacionais, de liderança, chefia e comando, nas áreas de saúde, administração e até na linha bélica. 

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