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Esquema com bandas de forró pode ter sonegado R$ 500 mi, diz PF

Os cantores Xandy e Solange Almeida, da banda Aviões do Forró, foram conduzidos coercitivamente para depor na sede da PF em Fortaleza

Por Rafaela Lara Atualizado em 18 out 2016, 16h40 - Publicado em 18 out 2016, 16h06

As fraudes no imposto de renda de um dos maiores grupos empresariais de forró do país podem chegar a 500 milhões de reais, segundo a Polícia Federal. O grupo empresarial A3 Entretenimento, que administra a banda Aviões do Forró e outros três grupos do Nordeste, foi alvo da Operação For Alldeflagrada nesta manhã.

Os cantores Xandy e Solange Almeida, da banda Aviões do Forró, foram conduzidos coercitivamente para depor na sede da PF em Fortaleza. Por meio de nota, a banda informou que “está à disposição da Polícia Federal e da Justiça e que colaborará com todos os questionamentos em relação à operação”. As oitivas já foram concluídas e, à princípio, não houve indiciamento de nenhum dos depoentes.

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De acordo com as investigações, as bandas declaravam apenas 20% do valor que ganhavam. Policiais federais apreenderam 600 mil reais em dinheiro durante as buscas e apreensões realizadas na casa de um dos envolvidos. Ainda há equipes em diligências nas ruas de Fortaleza.

De acordo com os investigadores, a PF contabilizou omissão de rendimentos tributados de cerca de 120 milhões de reais entre 2012 a 2014, mas estimam que a sonegação de todas as empresas envolvidas alcance 500 milhões de reais. No total, 26 empresas do ramo de entretenimento do nordeste são investigadas nessa operação. Segundo a PF, os valores sonegados eram usados para compra de imóveis e veículos de luxo, que foram apreendidos na ação.

De acordo com a delegada Doralucia Oliveira de Souza, os valores sonegados podem ser maiores após a análise dos documentos apreendidos. “Nada impede que isso tenha uma desdobramento muito maior, afinal haverá a análise das documentações apreendidas e depois disso teremos o real valor sonegado e a delimitação dos crimes, mas já podemos ter certeza que chegaremos a valores bem maiores. Os envolvidos tinham o costume de andar com grandes quantias em dinheiro vivo e a Polícia Federal deverá fazer o caminho desse dinheiro durante as análises”.

As investigações analisam os cachês e a quantidade de shows realizados pelas bandas. A PF ainda não incluiu os valores relacionados a vendas de CDs, DVDs e publicidades realizadas pelas bandas.

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