Escândalo de assédio sexual envolvendo ministro do STJ mobiliza magistrados no tribunal
Ministras foram até o presidente da Corte, o ministro Herman Benjamin, pedir providências sobre o caso
O STJ voltou aos trabalhos, nesta semana, mergulhado em uma nova crise, desta vez de assédio sexual. O caso já chegou ao presidente do tribunal, Herman Benjamin, e ao CNJ, órgão responsável por analisar e processar denúncias de delitos praticados por magistrados. Um boletim de ocorrência também foi feito na polícia.
O caso levado ao chefe do STJ envolve assédio sexual contra uma jovem de 18 anos. Pela história relatada ao Radar por três ministros da Corte, o ministro Marco Aurélio Gastaldi Buzzi, alvo das acusações, recebeu uma família de amigos em sua casa de praia, em Balneário Camboriú (SC), no fim de ano.
Foi nesse lugar, um espaço de confiança, que ele teria atacado a filha do casal. A mãe da vítima é uma respeitada e conhecida advogada.
Um boletim de ocorrência foi registrado sobre o caso na polícia. A mãe da vítima, segundo ministros da Corte, veio a Brasília denunciar o caso aos integrantes do STJ. Um grupo de ministras se mobilizou para ir ao chefe do STJ pedir providências.
“Precisamos que esse sujeito seja afastado do STJ. A Corte não pode conviver com esse tipo de situação”, diz ao Radar um ministro da Corte.
O Radar preservou o nome da vítima e de seus familiares.





