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Empresa de parentes de Fernando Bezerra recebeu R$ 189 milhões da prefeitura comandada por seu filho

Repasses foram levantados pela PF e embasaram operação contra ex-senador autorizada pelo STF

Por Daniel Gullino Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 25 fev 2026, 13h29 • Atualizado em 25 fev 2026, 17h44
  • A prefeitura de Petrolina pagou 189 milhões para uma empresa de parentes do ex-senador e ex-ministro Fernando Bezerra Coelho.

    Os repasses começaram durante a gestão do filho do ex-senador, Miguel Coelho, e continuaram após o vice dele, Simão Durando Filho, assumir o posto, com a renúncia do titular.

    Parte dos recursos foi enviado por emendas parlamentares de Bezerra e de outro filho seu, o deputado federal Fernando Filho (União Brasil-PE).

    Essas transações ajudaram a embasar a operação da PF desta quarta-feira que mirou o ex-senador e o deputado. A ação foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, do STF.

    “A prefeitura de Petrolina vem utilizando recursos repassados pela Codevasf para contratar empresa pertencente a dois indivíduos, dos quais um é ‘primo por afinidade’ e o outro é o cunhado de outro primo do (ex)prefeito, com o uso de emendas parlamentares enviadas pelo pai e pelo irmão do então Chefe do Executivo Municipal”, afirmou a PF.

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    A Liga Engenharia passou de 27ª empresa a mais receber recursos da prefeitura de Petrolina, em 2017, à primeira colocação, em 2024.

    Na representação enviada ao STF, a corporação destacou os “contornos criminosos” desse privilégio à empresa:

    “Todas as informações acima acerca de contratações da LIGA ENGENHARIA pela CODEVASF e pelo Município de Petrolina, com intervenção direta ou indireta de FERNANDO BEZERRA COELHO e/ou de FERNANDO FILHO, assumem contornos criminosos quando se verifica que a aludida construtora é de propriedade de não apenas um, mas dois familiares ‘por afinidade’ dos políticos”, afirma o documento.

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    O advogado André Callegari informou, em nota, que “todos os recursos provenientes de emendas parlamentares foram corretamente destinados, tendo sido observada a lisura do procedimento” e que “confia que os órgãos beneficiados observaram rigorosamente as melhores práticas de governança e execução dos recursos recebidos”.

    “Todos os fatos serão devidamente esclarecidos e, ao final, ficará demonstrado que não há qualquer conduta ilícita praticada pelos investigados”, diz o texto.

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