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Em uma semana, velocidade de deformação de paredão de mina dobra em MG

Ritmo de descida do material para dentro de cava de mineração passou de 15,5 centímetros a cada 24 horas para 33,4 centímetros por dia neste sábado

Por Da Redação 1 jun 2019, 18h50

A velocidade de deformação do talude (parede de contenção) da cava da mina de Gongo Soco, da mineradora Vale em Barão de Cocais (MG), mais do que dobrou na última semana. O ritmo passou de 15,5 centímetros a cada 24 horas em 26 de maio, para 33,4 centímetros por dia neste sábado, 1º de junho.

As informações são da Agência Nacional de Mineração (ANM). A deformação do talude é a descida, aos poucos, do material do talude e que, conforme a Vale, está indo para dentro da cava da mina.

Na sexta-feira, 31, a Vale informou que parte do talude havia desmoronado, mas sem impacto à estrutura da barragem.“As primeiras avaliações indicam que o material está deslizando de forma gradual, o que até o momento corrobora as estimativas de que o desprendimento do talude deverá ocorrer sem maiores consequências”, informou a mineradora, em nota.

A Vale disse ainda que a barragem segue com monitoramento 24 horas por dia com uso de radar e estação robótica capazes de “detectar movimentações milimétricas”.

Um estudo de impacto de um eventual rompimento da barragem aponta para a possibilidade de morte de moradores e “inundação generalizada de áreas rurais e urbanas” em três municípios, além de possíveis interrupções de estradas e problemas com abastecimento de água e de luz.

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O temor das autoridades é que, com o desprendimento de partes maiores do talude, seja gerado um abalo sísmico capaz de fazer com que a barragem se rompa, atingindo os municípios de Barão de Cocais, Santa Bárbara e São Gonçalo do Rio Abaixo.

  • Nas três cidades, a população que teria de ser retirada de casa para não ser atingida pela lama ultrapassa 10.000 pessoas: são cerca de 6.000 em Barão de Cocais, 2.400 em São Gonçalo do Rio Abaixo e 1.700 em Santa Bárbara. As três cidades já passaram por simulações de evacuação.

    Mesmo com os monitoramentos frequentes, a ANM afirmou que não tinha uma ideia exata de quando o talude poderia se romper. A agência interditou e suspendeu as atividades do complexo minerário Gongo Soco no dia 17 de maio. O risco de rompimento da represa segue no nível 3, o mais alto, de acordo com o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico da cidade e membro efetivo da Defesa Civil.

    A barragem Sul Superior teve nível de segurança elevado ao nível 3, que indica risco iminente de ruptura, em 22 de março, depois que uma auditoria se negou a emitir laudo de segurança para a estrutura. No dia 13, a empresa informou às autoridades que o talude da mina da represa poderia desmoronar, ocasionando abalo sísmico que poderia fazer com que a Sul Superior se rompesse.

    (com Estadão Conteúdo)

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