Em Roma, Castro fecha parceria de combate ao crime organizado com forças da Itália
Governador do Rio visitou o Comando General de Arma dos Carabinieri, parte das Forças Armadas italianas, e o Serviço de Cooperação Internacional
O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), fechou uma parceria nesta segunda-feira, 2, com as Forças de Segurança da Itália no combate ao crime organizado. A aliança visa impulsionar o “intercâmbio de boas práticas, capacitações e missões técnicas”, disse o governo do estado. Em Roma, Castro visitou o Comando General de Arma dos Carabinieri, parte das Forças Armadas italianas, e o Serviço de Cooperação Internacional, ligado à Direção Central da Polícia Criminal do Ministério do Interior do país europeu.
“Já começamos a trocar experiências sobre o combate à criminalidade, com ênfase em investigação, inteligência e cooperação interagências. Em breve, enviaremos um grupo de policiais militares para a Itália para essa imersão. Tudo em conformidade com as legislações brasileira e europeia”, disse Castro.
“No Rio de Janeiro, investimos mais de R$ 16 bilhões por ano em segurança pública, com foco na modernização das forças, no uso intensivo de tecnologia e na integração entre instituições. Acreditamos que a cooperação internacional é fundamental para aprimorar políticas públicas diante de crimes cada vez mais complexos e transnacionais”, acrescentou ele.
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O governador definiu a iniciativa como “um passo decisivo”, que permitirá que os agentes brasileiros tenham acesso à “experiência internacional de combate ao crime organizado”. A Itália tem legislações austeras, incluindo “o regime especial de detenção conhecido como 41-bis (cárcere duro), aplicado a presos vinculados a organizações criminosas estruturadas, terrorismo e tráfico de drogas”, explicou o governo do estado em nota. Em novembro de 2024, Castro apresentou ao Senado propostas de endurecimento da legislação penal brasileira.
“Temos feito a nossa parte. As forças de segurança do Estado do Rio apreenderam, apenas em 2025, 920 fuzis, um aumento de 25,7% em relação a 2024. Este é o maior número de apreensões já registrado desde o início da série histórica, em 2007. Em média, 2 armas de longo alcance foram retiradas diariamente das mãos de criminosos. Entre as armas de guerra apreendidas, diversas eram de marcas internacionais, evidenciando a diversidade e a complexidade do armamento em circulação no estado”, continuou.
No entanto, dados do Instituto de Segurança Pública (ISP) divulgados no final de janeiro apontaram para desaceleração, no geral, nas apreensões de armas de fogo — o que inclui revólveres, pistolas, espingardas, metralhadoras, armas de fabricação caseira e mais. Em 2025, foram contabilizados 6.113 confiscos, uma queda de 0,6% em comparação ao ano anterior.





