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Em operação, PF apreende US$ 4,5 mi e 1,5 tonelada de cocaína

Órgão divulgou balanço de ação realizada no sábado, que prendeu Luiz Carlos da Rocha, um dos traficantes mais procurados da América do Sul

Por Da Redação - Atualizado em 3 jul 2017, 15h36 - Publicado em 3 jul 2017, 12h10

A Polícia Federal (PF) divulgou, nesta segunda-feira, o balanço da Operação Spectrum, deflagrada no sábado com a prisão de Luiz Carlos da Rocha, o “Cabeça Branca”, um dos traficantes mais procurados da América do Sul. Segundo a PF, foram apreendidos mais de 4,5 milhões de dólares, 1 tonelada e meia de cocaína, além de bens como joias, carros, relógios e computadores.

Rocha foi preso após ter sido identificado pelo departamento de combate ao tráfico da polícia. Ele havia feito várias cirurgias plásticas para alterar a face e estava usando uma outra identidade, sob o nome de Vitor Luiz de Moraes. O grupo liderado pelo traficante tinha um comportamento empresarial e de alta periculosidade, de acordo com as investigações. Em cerca de trinta anos de atividade, a facção utilizou ações de contra vigilância e uso de armas pesadas.

Cabeça Branca comandava a operação desde a plantação em regiões afastadas da Bolívia, Colômbia e Peru até o tráfico intercontinental de drogas para a Europa e os Estados Unidos, passando pela operação de entrepostos no Paraguai e em regiões próximas a portos brasileiros. Segundo as estimativas, a quadrilha era responsável por cerca de 5 toneladas de cocaína que passavam no Brasil todos os meses, para consumo interno e para exportação.

As investigações indicam que o patrimônio do traficante pode chegar a cerca de 100 milhões de dólares, entre recursos em espécie, veículos e imóveis, boa parte em nome de laranjas, no país e no exterior. Contas bancárias que ele manteria em paraísos fiscais devem ser alvo de próximas etapas da operação.

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No sábado, 150 policiais foram às ruas cumprir 24 mandados judiciais, sendo dois de prisão preventiva, nove de busca e apreensão em imóveis, dez de busca e apreensão de veículos e três de condução coercitiva. As ações ocorreram nos estados de Paraná, São Paulo e Mato Grosso. Os valores em dólar foram encontrados em dois endereços em São Paulo; já as drogas estavam em três locais, não informados pela PF.

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