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Em 100 jogos, polícia prende 270 foragidos por reconhecimento facial em estádios de SP

Três deles foram detidos no jogo Palmeiras x São Paulo por dívida de pensão alimentícia; crimes flagrados pela biometria incluem homicídio, roubo e tráfico

Por Heitor Mazzoco Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 2 mar 2026, 11h15 •
  • A Polícia Militar de São Paulo prendeu 270 foragidos da Justiça nos estádios paulistas em cem jogos monitorados até agora, informou a Secretaria de Segurança Pública (SSP-SP) em atualização do programa Muralha Paulista divulgada nesta segunda-feira, 2. No último domingo, 1º, três deles estavam na Arena Barueri para acompanhar a semifinal do Paulistão entre Palmeiras e São Paulo — todos por dívida de pensão alimentícia.

    O método utilizado para flagrar os procurados é por meio de reconhecimento facial. Como VEJA mostrou, os criminosos presos em estádios cometeram homicídio, roubo, tráfico de drogas, peculato e pedofilia A medida exige que o torcedor forneça dados pessoais e faça o cadastramento do rosto para comprar o ingresso on-line. Caso haja pendências judiciais, há um alerta digital para a polícia, que efetua a prisão no momento em que a pessoa tenta passar pela catraca. Há exemplos de quem, por dever à Justiça, utilizou CPF de mortos ou de parentes para comprar bilhetes, o que configura crime e rende até dois anos de detenção.

    “O Muralha Paulista usa tecnologia para potencializar a capacidade das forças policiais cumprirem mandados de prisão e tirar criminosos de circulação. Cada alerta confirmado representa uma prisão legalmente fundamentada e mais segurança para a população”, afirmou o secretário da Segurança Pública, delegado Osvaldo Nico Gonçalves.

    O monitoramento é feito por meio do Muralha Paulista, programa estadual que integra quase 100 mil câmeras entre leitores de placas, reconhecimento facial e dispositivos de vídeo em tempo real. Ao gerar o alerta, equipes policiais fazem a abordagem e confirmam a pendência judicial antes da prisão.

    O programa opera 94 mil câmeras interligadas, distribuídas entre leitores de placas (20 mil), equipamentos de reconhecimento facial (7 mil) e dispositivos de monitoramento em tempo real (66 mil). A rede integra câmeras e sensores de órgãos públicos e privados a bases de dados e indicadores de localização, ampliando a capacidade de análise e resposta das forças policiais, operacionais e especializadas.

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