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Deslizamento de terra destrói edifício centenário em Ouro Preto

Ninguém ficou ferido; em entrevista, prefeito da cidade diz que risco era conhecido e o entorno do Morro da Forca estava fechado

Por André Sollitto Atualizado em 13 jan 2022, 16h12 - Publicado em 13 jan 2022, 15h00

Na manhã desta quinta-feira, um deslizamento de terra no Morro da Forca destruiu um casarão de estilo neoclássico, construído em 1906 e de propriedade da prefeitura, e outro edifício ao lado, um armazém. Ninguém se feriu. Ambos estavam fechados há 10 anos, depois que outro deslizamento, ocorrido em 2012, mostrou o risco de um acidente mais grave na região. Na quarta-feira, por conta das chuvas, a defesa civil já havia fechado o entorno da encosta sul do morro. “Esse deslizamento mostra a importância das iniciativas de conservação também para o Governo Federal, que é corresponsável pela conservação de Ouro Preto”, afirma o prefeito da cidade, Ângelo Oswaldo (PV).

 O prefeito conta que em 2012 R$ 35 milhões foram disponibilizados para a cidade como parte do chamado PAC Contenção de Encostas, um recorte de um projeto maior, PAC Cidades Históricas, que visava a manutenção de regiões de grande valor histórico. A verba, no entanto, ficou na Caixa Econômica Federal desde então. Ao assumir novamente, no ano passado, colocou sua equipe para rever os projetos originais. Segundo Oswaldo, as conversas para dar início às obras de contenção estão em curso com o governo do Estado.

“Temos outros pontos vulneráveis”, afirma o prefeito. “No caso do Morro da Forca, além do volume excepcional de chuvas, no ano passado um incêndio acabou com a vegetação da encosta, que ajudava a impedir os deslizamentos”, disse. Em alguns bairros do centro histórico, habitantes precisaram ser levados para escolas da região por conta do risco imposto pelos temporais.

O volume das chuvas não afetou apenas a região de Minas Gerais. Desde dezembro do ano passado, ao menos 108 mil pessoas ficaram desabrigadas e 45 morreram em cinco estados: Bahia, Minas Gerais, Tocantins, Piauí e Maranhão. De acordo com o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), há preocupação também com as regiões Centro-Oeste e Norte, onde os volumes de precipitações podem chegar próximos aos registrados nas cidades baianas e mineiras.

 

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