Delação de Vorcaro vai abrir portas para o submundo do tráfico de influência em Brasília
O banqueiro se dirá “cliente” de um esquema corrompido. Mostrará, no entanto, que não foi pioneiro nas fraudes e nos subornos a autoridades
A delação de Daniel Vorcaro, segundo interlocutores do banqueiro, deve abrir portas “difíceis de fechar” na República, deflagrando um processo de depuração em diferentes instâncias.
O banqueiro se dirá “cliente” de um esquema corrompido. Mostrará, no entanto, que não foi pioneiro nas fraudes e nos subornos a autoridades e servidores de órgãos que se misturaram com os interesses do Banco Master.
Em português claro, mostrará como funciona um balcão de tráfico de influência e pagamento de propinas já frequentado por outras figuras conhecidas no meio político nacional. “Ele usou uma estrutura que já existia. Não inovou em nada”, diz um interlocutor do banqueiro.
Vorcaro foi transferido, nesta quinta-feira, para a carceragem da Polícia Federal em Brasília. Com um esquema de segurança mais flexível que o montado no presídio de segurança máxima, ele terá tempo para organizar os anexos sobre os crimes que cometeu e as autoridades que corrompeu.





