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Defesa apresenta comprovantes de compra de passagens do ex-ministro da Justiça

Advogados vão anexar ao processo documento para contestar trecho das alegações finais da Procuradoria-Geral da República

Por Hugo Marques Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 21 jul 2025, 15h14 • Atualizado em 21 jul 2025, 18h59
  • Nas alegações finais  enviadas ao Supremo Tribunal Federal (STF) no processo sobre a suposta tentativa de golpe de Estado liderada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, a Procuradoria-Geral da República (PGR) informou ter identificado uma possível falsidade em documento usado pelo delegado Anderson Torres, ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal e ex-ministro da Justiça.

    O documento, segundo a PGR, teria sido apresentado por Anderson para justificar sua viagem aos Estados Unidos dois dias antes do 8 de Janeiro, quando vândalos depredaram as sedes do Palácio do Planalto, do Congresso Nacional e do Supremo.

    Segundo as alegações finais, o bilhete aéreo apresentado pelo ex-ministro não corresponderia aos registros da companhia Gol Linhas Aéreas, o que colocava sob suspeita a versão de que a viagem dele já estaria programada muito antes dos ataques. Anderson é acusado de participar da trama golpista.

    Nas alegações finais, o procurador-Geral da República, Paulo Gonet, sustenta a suspeita em um documento enviado pela companhia aérea: “Instada pela PGR, a companhia Gol Linhas Aéreas S.A. informou ‘que o localizador MYIDST não condiz com os dados descritos em nome de Anderson Gustavo Torres’ e que não identificou voos, no trecho Brasília/Orlando, voo G3-9460, em nome do acusado”.

    Empresa que intermediou compra de passagens tem mensagens da Gol

    A defesa do ex-ministro vai anexar ao processo os documentos da companhia aérea que atestam as datas da compra do bilhete e o localizador da viagem.

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    Documento da Gol mostra a compra das passagens e localizador (reprodução/Reprodução)

    “Os bilhetes foram emitidos em novembro de 2022, quando as manifestações do 8 de Janeiro eram inimagináveis. Anderson embarcou com a família em uma viagem previamente programada”, diz o advogado Eumar Novacki, que lidera a defesa do ex-ministro da Justiça. “Ninguém discute que os fatos ocorridos no dia 8 de janeiro foram gravíssimos, uma das páginas mais tristes da história, mas somente os responsáveis devem ser responsabilizados, o que não é o caso do meu cliente”, completou.

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