Aniversário da Abril: VEJA por apenas 9,90

Datas: Nathalie Baye e Dave Mason

As despedidas que marcaram a semana

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 24 abr 2026, 06h00 | Atualizado em 24 abr 2026, 10h15

Os grandes diretores do cinema francês sempre tiveram especial apreço pela beleza tímida, pela calma e pela elegância em cena da atriz Nathalie Baye. Foi sempre um dos primeiros nomes a serem lembrados quando se tratava de montar um elenco de qualidade. Ela estrelou filmes como A Noite Americana, de François Truffaut, de 1973; Salve-se Quem Puder (A Vida), de Jean-Luc Godard, de 1980; e A Flor do Mal, de Claude Chabrol, de 2003.

A discrição à frente das câmeras nem sempre andava ao lado de sua postura no cotidiano fora do trabalho. Em 2023, ela assinou, juntamente com outras 55 figuras proeminentes da cultura francesa, uma carta aberta em apoio a Gérard Depardieu, que na época era acusado de estupro, agressão sexual e assédio sexual. Baye se manifestou contra “um linchamento que gera dinheiro para jornalistas” e declarou que “ele (Depardieu) pode xingar, mas eu sei que ele não é o homem que está sendo retratado de forma tão monstruosa pela ridícula imprensa sensacionalista”. Ele seria condenado a dezoito meses de prisão, com direito a suspensão de pena depois do pagamento de multa. A postura não manchou a imagem de Nathalie. Nas redes sociais, o presidente Emmanuel Macron prestou homenagem: “Uma atriz com quem amamos, sonhamos e crescemos”. Ela morreu em 17 de abril, aos 77 anos, em decorrência de uma doença neurológica degenerativa.

O roqueiro onipresente

BERKELEY, CA - JULY 30: Dave Mason performs at the Greek Theater in Berkeley, California on July 30,1977. ( Credito: Ed Perlstein/Redferns/Getty Images
TALENTOSO - Dave Mason, o “Forrest Gump do rock”: ele criou hits longevos e fez parcerias antológicas (Ed Perlstein/Redferns/Getty Images)

O guitarrista e compositor britânico Dave Mason se autodefinia com um epíteto curioso: o “Forrest Gump do rock”. Faz sentido: assim como o personagem de Tom Hanks, que calhava de estar presente em momentos cruciais da história, Mason deixou sua marca em álbuns antológicos. Guitarrista que trafegava pelo rock psicodélico, blues, folk e soul, ele foi um dos fundadores do Traffic, banda inglesa que nos anos 1960 emplacou hits como Feelin’ Alright? — composição de Mason que teria vida longa depois, na voz de artistas como Joe Cocker. Mas foi na carreira solo, após romper com o Traffic, na virada dos 1970, que ele se notabilizou como talento onipresente. De Jimi Hendrix aos Rolling Stones, passando por Paul McCartney e George Harrison, tocou num rol de discos que fizeram história. Mason manteve-­se ativo por quase sessenta anos, anunciando sua aposentadoria no ano passado. Morreu aos 79 anos, de causa não divulgada, em sua casa no estado de Nevada, Estados Unidos.

Publicado em VEJA de 24 de abril de 2026, edição nº 2992

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

OFERTA RELÂMPAGO

Digital Completo

A notícia em tempo real na palma da sua mão!
Chega de esperar! Informação quente, direto da fonte, onde você estiver.
De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
ECONOMIZE ATÉ 29% OFF

Revista em Casa + Digital Completo

Receba 4 revistas de Veja no mês, além de todos os benefícios do plano Digital Completo (cada revista sai por menos de R$ 10,00)
De: R$ 55,90/mês
A partir de R$ 39,99/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).