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Datas: Lasse Wellander, Paulo de Tarso Sanseverino e Benjamin Ferencz

A alma do pop sueco, o ministro do STJ e a voz firme de Nuremberg

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 14 abr 2023, 06h00 | Atualizado em 4 jun 2024, 10h58
Datas: Lasse Wellander, Paulo de Tarso Sanseverino e Benjamin Ferencz Priorizar nos meus resultados Google

Atire a primeira pedra quem nunca dançou ao ritmo do quarteto sueco ABBA, a banda criada em 1972, fenômeno mundial da geração disco que rivalizava com os anglo-australianos dos Bee Gees. Aquela pegada magnética e adesiva era, em parte, resultado da guitarra de Lasse Wellander, membro do grupo entre 1975 e 1980. Wellander, que começou a se interessar pelo rock com a explosão dos Beatles, como tantos meninos nórdicos de sua geração, participou da gravação de sucessos como Knowing Me, Knowing You, Take a Chance on Me e Voulez-Vous. Incansável, ajudou a produzir a trilha sonora do filme Mamma Mia!, de 2008, joia pop do cinema embebida de ABBA até não mais poder. Ele morreu em 7 de abril, aos 70 anos, de câncer, em Övergran, na Suécia.

Um olhar moderno da Justiça

PIONEIRISMO - Sanseverino, do STJ: defensor do uso da tecnologia para acelerar o andamento dos processos
PIONEIRISMO - Sanseverino, do STJ: defensor do uso da tecnologia para acelerar o andamento dos processos (Gustavo Lima/.)

Membro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) desde 2010, indicado ao posto durante o segundo mandato do presidente Lula, o ministro Paulo de Tarso Sanseverino era um profissional afeito aos avanços da Justiça, de mãos dadas com os humores da sociedade. Foi ele quem relatou — favoravelmente — o processo segundo o qual é possível alterar nome e sexo que constam no registro civil de transexual que não passou por cirurgia de redesignação sexual. Sanseverino foi pioneiro também na expansão do uso da tecnologia, antes mesmo das quarentenas imposta pela pandemia, contra os atrasos motivados por pilhas de papéis à espera de decisões. Em 2019, à frente de seu tempo, ele sugeriu que o Judiciário deveria se preparar para a inteligência artificial. Morreu em 8 de abril, aos 63 anos, em Porto Alegre, de câncer.

A voz firme de Nuremberg

CRIMES DE GUERRA - Benjamin Ferencz: o último promotor vivo do julgamento dos nazistas
CRIMES DE GUERRA - Benjamin Ferencz: o último promotor vivo do julgamento dos nazistas (Brooks Kraft/Getty Images)

Ao fim da II Guerra Mundial, as forças aliadas — lideradas por Estados Unidos, União Soviética, Inglaterra e França — realizaram os Julgamentos de Nuremberg, levando ao banco dos réus os chefes nazistas que promoveram o terror. O promotor americano Benjamin Ferencz, húngaro radicado nos Estados Unidos, era o último sobrevivente do grupo de juristas do tribunal. Coube a ele coordenar o processo contra o Einsatz­grup­pen — o pelotão de elite formado por 3 000 soldados responsáveis pela morte de pelo menos 1 milhão de pessoas, em sua maioria judeus baleados ou levados às infames câmaras de gás dos campos de concentração. As acusações de Ferencz — o primeiro promotor a usar a expressão “genocídio” — levaram à condenação de 22 oficiais do Terceiro Reich. Ele morreu em 7 de abril, aos 103 anos, na Flórida.

Publicado em VEJA de 19 de abril de 2023, edição nº 2837

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