Logo depois da estreia da Argentina na Copa, com a vitória por 3 a 0 contra a Argélia, Lionel Messi chorou ao vivo, ao deixar o gramado, substituído no fim do jogo. Instado a dizer o que se passava, foi evasivo. “A verdade é que se trata de uma questão completamente alheia ao esporte. Passei por alguns dias difíceis e complicados, mas sou grato a toda a delegação, a todos os meus companheiros de equipe, porque eles sempre estiveram ao meu lado, me dando muita força para superar isso, e é só isso”, disse. Soube-se, depois, que ele lamentava o estado de saúde do pai, Jorge Horácio Messi.
Metalúrgico de formação, ele logo percebeu que o filho era uma joia no futebol, de rara habilidade e inigualável poder de concentração. Tratou de organizar a transferência da família para Barcelona — o futuro craque, três irmãos e a mãe —, quando o canhoto tinha apenas 13 anos, e o resto é história. “Aos 4 anos, já notávamos que ele era diferente. Ele fazia dribles e mantinha a bola equilibrada na ponta da chuteira, não conseguíamos acreditar. Um pouco mais velho, jogava com os irmãos, que são sete e cinco anos mais velhos que ele, e os superava”, disse Horácio em 2003, à revista El Gráfico. A figura paterna blindou Messi de todas as formas — nas negociações salariais, no cotidiano do clube. Amigos próximos sempre consideraram os dois como cópias comportamentais, calados, de emoção sempre contida. Messi pai morreu em 8 de agosto, aos 68 anos, de causas não reveladas pela família.
Sustos em série
O ator americano Reggie Bannister ajudou a dar o tom de humor associado ao horror, com um quê de sobrenatural e ficção científica, da franquia Fantasma, inaugurada nos cinemas em 1979. Na história, ele interpreta um vendedor de sorvetes e amigo da família que se envolve com Mike, vivido por A. Michael Baldwin, e seu irmão Jody, interpretado por Bill Thornbury. O que começava como uma investigação sobre acontecimentos estranhos em uma funerária terminava por se transformar em uma aventura de gelar a espinha, a luta de Bannister contra o Homem Alto, um agente funerário do mal. Bannister trabalhou em quatro sequências da produção. Morreu em 9 de agosto, aos 80 anos, como artista cult do cinema atrelado aos sustos e espanto.
Um grande personagem
Há atores conhecidos por um único papel, o que não os desmerece — ao contrário, é marca registrada de qualidade. É o caso de Ben Jones, o mecânico Cooter Davenport na série Os Gatões (The Dukes of Hazzard), exibida pela Globo no início dos anos 1980, sucesso no período da tarde, e depois pela Record, em permanente reexibição. O personagem, simpático, bonachão, era o responsável por consertar, manter inteira e “tunar” o Dodge laranja dos primos Bo e Luke Duke. Jones, depois do sucesso na televisão, faria carreira na política. Começou como liderança do sindicato de atores no estado da Geórgia e depois foi eleito para a Câmara dos Representantes dos Estados Unidos em 1988, pelo Partido Democrata. Morreu em 9 de agosto, aos 84 anos, de problemas cardíacos.
Publicado em VEJA de 14 de agosto de 2026, edição nº 3008







