No final dos anos 1960, na Califórnia, Hoyle Schweitzer, um surfista entusiasmado, conheceu Jim Drake, um engenheiro aeronáutico e velejador que vinha amadurecendo a ideia de colocar uma vela em uma prancha. Schweitzer viu ali um potencial comercial gigantesco, incentivou o amigo a tirar o projeto do papel e ajudou a financiá-lo. Em 1968, os dois registraram a patente do aparato, batizado comercialmente de Windsurfer. Em 1973, Schweitzer assumiu o controle do negócio, ao comprar a parte de seu sócio com a ambição de popularizar globalmente o esporte, sob a premissa de tornar a experiência no mar mais acessível. A dedicação fez do projeto caseiro uma febre mundial, pavimentando o caminho para que o windsurfe se tornasse uma modalidade olímpica nos Jogos de Los Angeles, em 1984. Sua morte de causas naturais, aos 93 anos, ocorreu no dia 31 na casa de repouso onde passou os últimos anos, e foi revelada na segunda-feira 8.
Revolucionário da arte
Pioneiro da arte cinética e da op art, vertentes celebradas da pintura abstrata, Julio Le Parc revolucionou a experiência estética ao transformar o espectador em parte ativa da obra. Cofundador do influente Grupo de Pesquisa de Arte Visual (Grav) nos anos 1960, o mestre argentino inovou com suas instalações imersivas, labirintos de luz, móbiles geométricos e superfícies espelhadas que distorciam a realidade e democratizavam o acesso à arte moderna. Sua genialidade e ativismo político lhe renderam o Grande Prêmio da Bienal de Veneza em 1966 e retrospectivas nos maiores museus do mundo. O artista morreu aos 97 anos, em Paris, de causas naturais, a dias da abertura de uma retrospectiva na Tate, em Londres.
Ator e músico versátil
Dono de grande presença cênica, Anthony Head transitou com maestria entre os palcos do West End londrino e a televisão internacional, cativando diferentes gerações de espectadores com personagens inesquecíveis. Para o público dos anos 1990, Head imortalizou o afável e erudito Rupert Giles, o eterno mentor e figura paterna na série Buffy: a Caça-Vampiros. Décadas mais tarde, provou sua amplitude dramática ao dar vida ao gélido e manipulador magnata Rupert Mannion na série cômica Ted Lasso. Além de sua celebrada atuação nas telas, a paixão pela música ecoou em produções teatrais como The Rocky Horror Show e em papéis marcantes na BBC. Fora dos holofotes, era descrito por colegas e amigos como um homem de grande generosidade e muito humor. O ator morreu na sexta-feira 5, aos 72 anos, em decorrência de complicações de uma pneumonia.
Publicado em VEJA de 12 de junho de 2026, edição nº 2999







