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Datas: Enzo Staiola, Frederick Forsyth e Sly Stone

As despedidas que marcaram a semana

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 13 jun 2025, 06h00 • Atualizado em 13 jun 2025, 13h42
  • O diretor italiano Vittorio De Sica dizia tê-lo encontrado em 1948 nas ruas de Roma, impressionado pelo modo como o menino de 9 anos caminhava e pelo olhar expressivo, sempre melancólico. Enzo Staiola faria história como o Bruno de Ladrões de Bicicleta, filme apontado como o mais puro exemplo do neorrealismo italiano, movimento cinematográfico nascido no pós-guerra, caracterizado pelo uso de atores não profissionais e filmagens em cenários reais — com atenção especial ao cotidiano banal de pessoas comuns. Em Ladrões de Bicicleta, Oscar de melhor produção estrangeira, nascido clássico, Staiola interpretou o filho de Antonio Ricci (Lamberto Maggiorani), colador de cartazes que tem uma bicicleta roubada — gatilho para uma travessia de esperança e desespero. O ator mirim, que no imaginário popular nunca cresceu, abandonaria as telas aos 15 anos. Ganharia a vida como professor de matemática. Ele morreu em 4 de junho, aos 85 anos.

    A vida como suspense

    MESTRE - O britânico Frederick Forsyth: autor de O Dia do Chacal
    MESTRE - O britânico Frederick Forsyth: autor de O Dia do Chacal (Hulton Archive/Getty Images)

    É lugar-comum dizer que a arte imita a vida, mas é expressão óbvia porque é assim que funciona, muitas vezes. O correspondente de guerra britânico Frederick Forsyth fez de sua experiência jornalística durante os anos 1960, especialmente na Nigéria, embebida de espionagem, o pano de fundo para alguns dos mais populares e precisos livros de suspense histórico. É dele o mercurial O Dia do Chacal, publicado em 1971 e depois transformado em filme, em torno de uma tentativa de assassinato do presidente francês Charles de Gaulle, em 1963. São dele também O Dossiê de Odessa, de 1972, e Cães de Guerra, de 1974. Forsyth escreveu mais de 25 livros, que, juntos, venderam mais de 75 milhões de exemplares em todo o mundo. Ele morreu em 9 de junho, aos 86 anos, com uma certeza: mesmo em tempos tão efêmeros, de redes sociais, continuará sendo lido.

    A alma do soul americano

    BAILE - Sly Stone: ele fez todo mundo dançar nos anos 1960 e 1970
    BAILE - Sly Stone: ele fez todo mundo dançar nos anos 1960 e 1970 (Michael Ochs Archives/Getty Images)

    Foi empolgante, e atire a primeira pedra quem não saiu bailando. Em 1968, quando a banda Sly & The Family Stone foi à TV para apresentar Dance to the Music, o suingue funk com pitadas de soul e rock do grupo liderado pelo vocalista e multi-instrumentista Sly Stone, reinventou a música pop. Depois viria a explosão psicodélica em Woodstock, em 1969, e a obra-prima There’s a Riot Goin’ On, no fim de 1971. Sly morreu em 9 de junho, aos 82 anos, em decorrência de um problema pulmonar.

    Publicado em VEJA de 13 de junho de 2025, edição nº 2948

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