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Datas: Albrecht Weinberg, Jason Collins e Brandon Clarke

As despedidas que marcaram a semana

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 15 Maio 2026, 06h00

Nascido em uma família judia no noroeste da Alemanha, Albrecht Weinberg e seus dois irmãos foram enviados para Auschwitz, na Polônia ocupada pelos nazistas, quando ele tinha 18 anos. Os três sobreviveram, mas seus pais morreram no Holocausto. Weinberg viveu o fim da guerra no campo de concentração de Bergen-Belsen, em um estado físico e moral que descreveu como “mais morto do que vivo”. Depois da guerra, emigrou para os Estados Unidos. Recusava-se a falar de sua origem e dos horrores pelos quais passou. No início dos anos 2000, contudo, em passo ruidoso, decidiu voltar a viver em sua cidade natal, Leer.

No ano passado, já centenário, devolveu ao governo alemão uma Ordem do Mérito que recebera em 2017. O motivo: desconforto com uma decisão do então deputado e atual primeiro-­ministro Friedrich Merz, de controle de entrada de imigrantes, em moção sobejamente apoiada pela extrema direita. Weinberg morreu em 12 de maio, aos 101 anos.

Diversidade em quadra

REVELAÇÃO - Jason Collins, em declaração de 2013: “Sou negro e sou gay”
REVELAÇÃO - Jason Collins, em declaração de 2013: “Sou negro e sou gay” (Jeff Gross/Getty Images)

A primeira linha de uma das reportagens de capa da revista americana Sports Illustrated, em 2013, tempo em que a publicação tinha imensa repercussão, foi direto ao ponto: “Sou um pivô da NBA de 34 anos. Sou negro e sou gay”. A revelação do pivô Jason Collins, de 2,13 metros, provocou estrondo — pela primeira vez um atleta da elite do basquete assumia a homossexualidade. O mundo machista entrou em polvorosa, houve protesto e piadas sem graça. A coragem, contudo, surtiu efeitos positivos: Collins foi chamado ao telefone pelo então presidente Barack Obama e convidado por Michelle Obama a assistir ao discurso sobre o Estado da União, evento clássico da política americana, na primeira fila. Era a correta homenagem a um atleta que jogou treze temporadas na NBA. Em 2002 e 2003 ajudou o New Jersey Nets a chegar às finais, derrotado pelo Los Angeles Lakers e pelo San Antonio Spurs. Ele morreu em 12 de maio, aos 47 anos, em decorrência de um câncer no cérebro.

Drama de juventude

CONFUSÃO - Clarke: preso em abril, acusado de posse de uma planta ilegal nos EUA
CONFUSÃO - Clarke: preso em abril, acusado de posse de uma planta ilegal nos EUA (./Reprodução)
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O ala-pivô Brandon Clarke, do Memphis Grizzlies, era um dos destaques de uma equipe apenas mediana da NBA, que terminou na 13ª colocação da Conferência Oeste da atual temporada. Contudo, ele ganharia as manchetes atrelado ao comportamento longe do esporte, afastado para tratamento de uma lesão na panturrilha. Foi preso em 1º de abril, em Arkansas, e solto no dia seguinte, após pagamento de fiança. A acusação: posse e tráfico de substância ilegal, além de tentativa de fuga da polícia, excesso de velocidade e ultrapassagem indevida. Clarke levava no carro um ramalhete de kratom, uma planta de origem asiática que tem sido promovida nos EUA como suplemento alternativo para aliviar dores, tosses, diarreia, ansiedade e depressão. As autoridades de saúde estimam ter havido ao menos 233 mortes ligadas ao ingrediente, da mesma família do café, entre 2015 e 2025. Clarke foi encontrado morto em sua casa de Los Angeles, em 12 de maio. Tinha 29 anos. As investigações policiais indicavam overdose.

Publicado em VEJA de 15 de maio de 2026, edição nº 2995

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