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Dallagnol: revisar prisão em 2ª instância pode enterrar Lava Jato

Em balanço de quatro anos da operação, procurador da República pressiona para que Supremo mantenha entendimento adotado em 2016

O chefe da força-tarefa da Operação Lava Jato no Paraná, procurador da República Deltan Dallagnol, disse nesta sexta-feira (16) que o Supremo Tribunal Federal (STF) pode enterrar o combate à corrupção se revisar o entendimento que autorizou a execução provisória de condenados em segunda instância da Justiça. Ele e outros procuradores que atuam nas investigações se reuniram com a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, em Porto Alegre, para divulgar o balanço dos quatro anos de trabalho na operação.

Durante coletiva de imprensa, Dallagnol afirmou que o futuro da Lava Jato depende do Supremo. A possibilidade de revisão da decisão que autorizou, em 2016, a prisão em segunda instância ocorre diante do recurso protocolado no STF pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que pretende suspender sua condenação a 12 anos e um mês de prisão na ação penal do tríplex do Guarujá (SP).

“Se o STF reverter o seu entendimento quanto a prisão em segunda instância, ele vai enterrar o combate à corrupção e a impunidade no nosso país. Essa é a nossa preocupação central hoje. Se esse entendimento for mantido, a expectativa é de que, dentro de um prazo razoável, a grande maioria dos réus que foram condenados venham a cumprir pena dentro de uma perspectiva curta de tempo”, disse o procurador.

Após a reunião com os investigadores, a procuradora-geral, Raquel Dodge, destacou o trabalho da força-tarefa e ressaltou que lei brasileira está valendo para todos. “Sabemos todos que a corrupção continua ocorrendo no Brasil em larga monta, apesar do muito que já se avançou no âmbito da Operação Lava Jato. E, por isso, é preciso redobrar o esforço, redobrar o ânimo, redefinir estratégias, porque as pessoas que cometeram esses crimes não podem ficar impunes, não pode seguir sem reparar o dano”, disse.

De acordo com balanço divulgado na capital gaúcha, 39 investigações da Lava Jato tramitam em tribunais superiores, sendo 36 delas no STF, envolvendo 101 investigados, e 134 delações premiadas foram assinadas e enviadas à Corte para homologação. Os processos envolvem a devolução de R$ 2,7 bilhões aos cofres públicos.

Comentários

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  1. news da hora

    Se o STF que já está devendo , e tem que prestar conta para a população Brasileira , cometer este absurdo de rever a prisão na segunda instancia novamente , de certeza que se apequenará e o escritório dos petralhas podem se mudar para o STF .

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  2. news da hora

    Essa onda de violência que se alastrou pelo Brasil , é justamente por causa dos desgovernos de Lula e Dilma , que abandonaram os setores de segurança , saúde , … , enquanto isto desviavam bilhões da Petrobrás , Eletrobrás , Correios , BNDES, … , .

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  3. news da hora

    Carmen e Raquel e os ministros decentes tem a oportunidade de colocar o STF no caminho da justiça para todos . E ajudar a lava jato a prender as raposas ladronas como Lula e cias .

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  4. news da hora

    Carmen , Raquel , Fux tem o dever de promover eleições limpas de verdade , e com este passo , fortalecer a democracia Brasileira .

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  5. sinesio gimene

    mas é isto que os bandidos do grupo de stf de bandidos querem, eles nao querem que os amigos deles sejam presos ou mesmo eles, ja que sao bandidos tambem

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  6. Ele está certo. Cadeia já para criminosos. Não tem que esperar nada.
    O povo precisa reagir urgente e mostrar quem tem o verdadeiro poder.

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