‘Corrupção não tem cor partidária nem ideologia’, diz André Mendonça
Ministro explicou como pretende evitar que casos Master e INSS tenham mesmo desfecho da Lava Jato
O ministro André Mendonça, do STF, afirmou que a corrupção não tem “ideologia” nem “cor partidária”. O magistrado é o relator das duas principais investigações que tramitam no STF, a do Banco Master e a das fraudes no INSS.
Em entrevista ao podcast do ITER, o instituto do qual é sócio, Mendonça respondeu sobre como evitar que essas apurações tenham o mesmo fim da Operação Lava Jato, que teve diversas decisões anuladas.
“Eu acho que é trabalhar com seriedade. É trabalhar com rigor técnico. É permitir que as pessoas se defendam. Que o justo processo, com contraditório, com ampla defesa, seja exercido. Ao mesmo tempo, é garantir que haja a devida investigação e persecução quando há indicativos ou evidências de uma prática ilícita”, avaliou.
De acordo com o ministro, é preciso garantir que não ocorra uma politização das investigações.
“Nós devemos, eu diria, ter um grau de contenção, em boa medida, no sentido de não politizarmos isso. Até porque a corrupção, o dinheiro, ele não tem cor partidária, nem ideologia partidária. Ele alcança as pessoas, independentemente de uma vertente política ou de outra”, declarou.
Mendonça afirmou ainda que o magistrado precisa “avaliar as questões à luz de critérios técnicos, à luz das evidências dos autos”.
“Não acobertando algo de um lado, mas também não perseguindo ninguém de outro lado”, concluiu.







