Coronel investigado por Operação Castelinho vira ‘número dois’ da Segurança em SP
Absolvido de acusações por massacre em Sorocaba, Henguel Ricardo Pereira chefiava a Defesa Civil do estado desde 2022
O coronel Henguel Ricardo Pereira, da Polícia Militar de São Paulo, assumirá o posto de secretário-executivo da Segurança Pública de São Paulo na próxima segunda-feira, 2. O cargo representa o segundo escalão da secretaria estadual, auxiliando diretamente o titular da pasta, Osvaldo Nico Gonçalves, nomeado em dezembro do ano passado.
Desde 2022, Pereira atuava como coordenador da Defesa Civil do estado e também ocupava o posto de secretário-chefe da Casa Militar paulista, nomeado pelo então governador Rodrigo Garcia (sem partido). Como secretário-executivo da Segurança, ele sucederá o também coronel da PM Paulo Maculevicius Ferreira, braço-direito do então secretário Guilherme Derrite (PP), que deixou o posto para voltar à Câmara dos Deputados e preparar sua campanha eleitoral ao Senado em 2026.
Segundo a SSP, a carreira de Henguel Pereira inclui atuações de resgate durante a queda de um avião da TAM, em 2007, que resultou na morte de 199 pessoas; o incêndio no Memorial da América Latina, em 2013; e as chuvas que devastaram o Rio Grande do Sul, em 2024. Ele também coordenou o envio de equipes de São Paulo à Turquia, em 2023, para auxiliar na emergência durante um terremoto de grande magnitude.
Novo secretário-executivo foi investigado por massacre em Sorocaba
Henguel Ricardo Pereira foi um dos policiais militares acusados pelo massacre da Operação Castelinho, ocorrida em 5 de março de 2002, quando doze pessoas foram executadas em Sorocaba (SP) durante um cerco da PM. Segundo a polícia, todas as vítimas seriam integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) e estariam planejando o assalto a um avião de transporte de dinheiro no aeroporto do município.
Em dezembro de 2003, o Ministério Público denunciou Pereira e outros 52 policiais militares, além de dois detentos, por homicídio triplamente qualificado, com motivo fútil e meio cruel, e emboscada. Mais de dez anos depois, em 2014, a Justiça de São Paulo decidiu absolver todos os investigados, afirmando que os PMs agiram em legítima defesa e que “a morte das vítimas se deu em razão da conduta delas próprias”.





