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Condenado no caso Richthofen, Daniel Cravinhos deixa prisão

Namorado de Suzane von Richthofen à época do crime, ele cumprirá no regime aberto o restante da pena de 39 anos de prisão

Condenado pelo assassinato dos ex-sogros Manfred e Marísia von Richthofen, em 2002, em São Paulo, Daniel Cravinhos, 36 anos, deixou a Penitenciária de Tremembé 2, no Vale do Paraíba, na tarde desta terça-feira. Preso há quinze anos, quando o casal foi morto a golpes de barras de ferro, e condenado em 2006 a 39 anos de prisão, Daniel cumpria pena no regime semiaberto desde 2013 e passará o restante da pena no regime aberto.

Ele saiu da prisão por volta das 16h e, segundo sua advogada Mônica Silva, seguiu rumo a São Paulo, onde vive sua mulher, a biomédica Alyne Bento, de 30 anos. Casada com Daniel desde 2014, Alyne é filha de uma agente penitenciária e foi apresentada ao marido por um irmão que também estava preso, suspeito de roubo. A cerimônia de casamento ocorreu dentro de uma igreja evangélica.

Daniel Cravinhos em uma delegacia em São Paulo - 08/11/2002 Daniel Cravinhos em uma delegacia em São Paulo – 08/11/2002

Daniel Cravinhos em uma delegacia em São Paulo – 08/11/2002 (Rogerio Cassimiro/Folhapress/VEJA)

Antes de Daniel, seu irmão, Cristian Cravinhos, 41 anos, condenado a 38 anos de prisão por também ter participado da execução do casal Richthofen, já havia deixado a penitenciária de Tremembé, em agosto do ano passado.

Suzane von Richthofen, 34 anos, filha de Manfred e Marísia e namorada de Daniel Cravinhos à época da morte dos pais, foi sentenciada a 39 anos de prisão por planejar o crime e cumpre pena em regime semiaberto na Penitenciária Santa Maria Eufrásia Pelletier, também no Complexo de Tremembé.

Suzane, que também tenta passar ao regime aberto, tem atualmente direito a cinco saídas anuais da prisão: Dia das Crianças, Páscoa, Dia das Mães, Dia dos Pais e o período entre o Natal e o Ano Novo.

Comentários

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  1. Esse pais de voces e uma comedia tragica. Nao tem lei. Arquitetaram a morte de um casal de bem e vao ser soltos. Deviam ter pena de morte ou perpetua. mas no Brasil as leis sao escritas por bandidos para bandidos. Que pais e esse???

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  2. Um país que sacrifica seus cidadãos de bem para poder criar monstros no porão.

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  3. Luiz Osório

    É o fiel retrato da frouxa Justiça brasileira. Daí, com tanta impunidade, matar se tornou algo banal, como mostra o quadro de mais de 60.000 assassinatos em 2017.

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