CNI vai integrar Conselho de Combate à Pirataria
Confederação será uma das cinco entidades da sociedade civil com direito a voto em colegiado
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) vai passar a fazer parte, com direito a voto, do Conselho Nacional de Combate à Pirataria (CNCP). O órgão faz parte do Ministério da Justiça e Segurança Pública e é o principal colegiado federal responsável pela formulação e articulação de políticas públicas de combate ao mercado irregular e à proteção da propriedade intelectual.
A CNI foi uma das cinco entidades da sociedade civil selecionadas para participar na condição de membro efetivo para o período de 2026 a 2028.
A atuação do CNCP abrange a falsificação de produtos, contrabando, comércio irregular, riscos à saúde e à segurança do consumidor, práticas ilícitas no ambiente digital e eventuais conexões dessas atividades com redes criminosas.
Em pesquisas recentes, a CNI identificou que o mercado ilícito e a insegurança geram prejuízos anuais superiores a 107 bilhões de reais para a indústria brasileira. No segundo trimestre de 2026, a competição desleal, que envolve informalidade, contrabando, entre outros, foi o sexto principal entrave enfrentado pela indústria de transformação, em um ranking com 16 tipos de problemas.
A competição desleal foi assinalada por 17,9% dos empresários. Entre as pequenas empresas, que constituem a maior parte da indústria, a preocupação com a concorrência em condições injustas é ainda maior, figurando entre os cinco maiores obstáculos enfrentados pelas empresas.







