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Cenas de guerra no Rio escancaram o fracasso da segurança no Brasil

Operação que deixou 121 mortos mostra como a cidade é o exemplo mais gritante de um problema de décadas que atingiu hoje proporções alarmantes

Por Heitor Mazzoco Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO , Isabella Alonso Panho Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO , Ludmilla de Lima Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO , Pedro Jordão Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO , Anita Prado Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 31 out 2025, 06h05 • Atualizado em 3 nov 2025, 17h21
  • Mal amanhecia a terça 28 quando 2 500 policiais entraram nos complexos do Alemão e da Penha, Zona Norte do Rio de Janeiro, para cumprir 180 mandados de busca e apreensão e 100 de prisão contra membros do Comando Vermelho. A principal facção criminosa do estado resistiu com rajadas de fuzis, granadas lançadas por drones e barricadas com carros incendiados, caçambas e ao menos setenta ônibus sequestrados. Chefes da falange determinaram que comparsas em outras favelas dessem demonstração de força, bloqueando artérias centrais como a Linha Amarela e a Avenida Brasil. Via-se nas ruas espanto, medo e pressa para chegar em casa. A prefeitura pediu que se evitassem deslocamentos. Lojas fecharam as portas, e escritórios, escolas e universidades liberaram os funcionários. Com poucos ônibus, o metrô ficou lotado, e muita gente voltou para casa a pé. Em meio à confusão nas calçadas e vias congestionadas, houve roubos e arrastões.

    A operação foi concebida para retomar o território dominado pelos bandidos, que reagiram abrindo fogo pesado. Empurrados para a região da mata atrás dos complexos, acabaram derrotados em um embate digno de uma guerra, com uma quantidade compatível de baixas. Até quinta-feira, 30, havia 121 mortos (incluindo quatro policiais), o maior número em uma intervenção do tipo no país. “A operação foi um sucesso. De vítimas, tivemos apenas os policiais”, afirmou o governador Cláudio Castro (PL). A declaração foi muito criticada por políticos e aliados do governo federal e chocou especialistas de ONGs que enxergam prematuramente em qualquer ação policial digitais de instinto assassino. Na visão dessa turma, teria havido nos complexos da Penha e do Alemão um genocídio de um perfil muito particular de inocentes — no caso, um bando camuflado na mata, armado de fuzis, que tentou reagir aos soldados do Bope. Até que se prove o contrário (o trabalho de perícia dos corpos já foi prejudicado pela remoção deles), não havia por lá nenhum inocente realmente digno de ser chamado de inocente.

    COMOÇÃO - Corpos na Praça da Penha, no Rio: resgatados por moradores após tiroteio
    COMOÇÃO – Corpos na Praça da Penha, no Rio: resgatados por moradores após tiroteio (Antonio Lacerda/EFE)

    Do ponto de vista policial, portanto, a operação foi um sucesso, mas está longe de significar uma vitória definitiva contra o crime. Ela provocou baixas consideráveis no CV, mas foi incapaz de retomar o controle do território, não capturou o principal chefão da gangue e as discussões que se seguiram entre as autoridades responsáveis pela segurança, no âmbito estadual e federal, não inspiram muito otimismo de que finalmente o país avançará em uma atuação mais coordenada e eficaz contra as facções, ainda que várias promessas nesse sentido tenham sido renovadas. Em 2010, na mesma região, o país viu com alguma esperança a ocupação do local pelas forças de segurança, como parte do projeto de Unidade de Polícia Pacificadora, as UPPs. O Estado fincou ali uma bandeira, enquanto os bandidos fugiam em massa pelo matagal — imagem cinematográfica que parecia sinalizar um novo capítulo na batalha contra o crime. O período de paz durou pouco: já no ano seguinte, as novas bases policiais foram atacadas, e a população voltou a estar na mira dos tiroteios.

    APELO - Castro: segundo ele, sozinho, o Rio não tem mais como enfrentar o crime
    APELO - Castro: segundo ele, sozinho, o Rio não tem mais como enfrentar o crime (Pablo Porciuncula/AFP)

    O desfecho da última operação deve servir como alerta — o mais estridente até agora — para um inadiável desafio ao poder público: encontrar a melhor política para dar de vez um basta à ameaça crescente imposta pelas facções criminosas. O tamanho do perigo não é desconhecido de nenhuma autoridade. Relatório de inteligência do final de 2024 da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), órgão do Ministério da Justiça, mapeou 88 organizações criminosas atuando no país. Investigações policiais vêm mostrando à exaustão que os dois maiores grupos, o fluminense CV e o paulista PCC, expandiram de forma vertiginosa sua presença pelo Brasil, controlando áreas e impondo a brutalidade em todas as regiões, em especial no Norte e Nordeste, onde foram parar no topo das preocupações em estados como Bahia, Ceará e Pernambuco. Pesquisa Datafolha deste mês mostra que 19% dos brasileiros vivem em áreas controladas por grupos criminosos — 5 pontos percentuais a mais do que em outubro do ano anterior.

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    PRESSÃO - Lula e Lewandowski: 46% dos eleitores veem piora na segurança
    PRESSÃO - Lula e Lewandowski: 46% dos eleitores veem piora na segurança (Bruno Peres/Agência Brasil)

    O avanço das facções se deu pela ineficiência do poder público, expondo o absoluto descompasso entre um crime cada vez mais organizado e um Estado desorganizado. Nascidas em presídios, as quadrilhas se modernizaram rapidamente aproveitando-se da omissão das autoridades. Firmaram conexões estratégicas com grupos internacionais, tanto produtores quanto distribuidores de drogas, fortaleceram redes pelas quais recebem fuzis, metralhadoras e explosivos e diversificaram as fontes de receita, azeitando esquemas de lavagem de dinheiro que contam com postos de combustíveis, usinas de álcool, joalherias e sofisticados esquemas financeiros com o uso de fintechs, como mostrou a Operação Carbono Oculto, realizada em São Paulo no mês de agosto.

    Vitórias pontuais contra os bandidos não eliminaram gargalos amplamente conhecidos, como a interação deficiente de bancos de dados e sistemas de informação, o pouco investimento em inteligência policial e a timidez das estruturas de fiscalização de dinheiro ilícito. “No mundo todo, há duas grandes estratégias para enfrentar o crime organizado e as duas demandam investigação. São o follow the money e o follow the product (do inglês, “seguir o dinheiro” e “seguir o produto”)”, diz o professor Arthur Trindade, coordenador do Núcleo de Estudos sobre Violência e Segurança da UnB. Outro ponto-chave é a atuação conjunta dos entes da federação, algo que quase sempre esbarra na preocupação política em não perder protagonismo. O sucesso da Carbono Oculto dependeu da integração entre Coaf, Receita, Ministério Público Estadual, Polícias Federal e Civil. A investigação cooperada consegue levar líderes de facções à prisão, coisa que a operação policial não garante, por mais eficiente que ela seja. No Rio, o principal alvo da ação, o traficante Edgar Alves de Andrade, 55, conhecido como Doca ou Urso, não está entre os mortos e capturados — ele tem 273 anotações criminais e 32 mandados de prisão em aberto. Fundamental ressaltar, claro, a abissal diferença entre as duas intervenções: uma coisa é entregar mandados de prisão na Faria Lima, outra é enfrentar criminosos que recebem policiais com granadas e fuzis.

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    A nacionalização das facções e suas crescentes conexões internacionais já deixaram anacrônica a tese defendida por décadas de que a segurança era questão dos governos estaduais. “Sozinhos não temos como vencer essa guerra, que é contra um Estado paralelo que a cada dia vem se mostrando mais forte, com poder bélico maior, com mais poderio financeiro e, sobretudo, usando esses poderes para fazer quase uma ocupação territorial”, disse o governador do Rio, Cláudio Castro. Após troca pública de farpas sobre responsabilidades na segurança pública, o governador e o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, anunciaram a criação de um escritório emergencial conjunto para enfrentar o crime organizado. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu uma atuação conjunta, mas fez ressalva à operação, em seu tradicional tom populista e eleitoreiro. “Precisamos de um trabalho coordenado que atinja a espinha dorsal do tráfico sem colocar policiais, crianças e famílias inocentes em risco”, disse.

    O episódio do Rio tem um grande potencial para causar desgaste a Lula no seu plano de se reeleger em 2026. Segundo pesquisa Quaest de outubro, 30% apontam a criminalidade como a sua principal preocupação, à frente de economia, problemas sociais, corrupção, saúde e educação. Outro levantamento, do Paraná Pesquisas, mostra que 45,8% dos eleitores avaliam que a segurança pública piorou no atual mandato (veja o quadro). Lula não tem ajudado em nada a melhorar essa imagem, como ao dizer há poucos dias que “traficantes são vítimas dos usuários”.

    DE OLHO - Smart Sampa: o número de câmeras irá dobrar na capital paulista
    DE OLHO - Smart Sampa: o número de câmeras irá dobrar na capital paulista (Edson Lopes Jr./SECOM)

    Também não colabora o fato de o governo não ter nada efetivo para mostrar na área. A principal proposta, a PEC da Segurança, que visa dar mais poderes à União, está parada em comissão especial da Câmara. Parte da discussão é travada pela resistência dos governadores, que temem perder poder. “O Estado é quem mais investe recursos próprios, mas a PEC permite que o governo federal, que investe pouco, defina os rumos da segurança pública”, diz o secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite — de fato, 83% da verba do setor vem dos estados. Outro projeto de lei, que Lewandowski chamou de “antifacção”, ficou meses perambulando pelo Ministério da Justiça, acabou sendo desfigurado e ainda não foi apresentado ao Congresso, embora já tenha sido até anunciado. Entre os pontos, estão o endurecimento penal para envolvidos com organizações criminosas, o monitoramento de conversas de suspeitos de serem chefes de facção nos presídios e a tipificação de organização criminosa qualificada para grupo que tenta dominar territórios ou atividades econômicas com uso de violência, ameaça e coação.

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    TRUNFO - Tarcísio e Derrite: menor taxa de mortes violentas em São Paulo e críticas à PEC da Segurança de Lula
    TRUNFO - Tarcísio e Derrite: menor taxa de mortes violentas em São Paulo e críticas à PEC da Segurança de Lula (Danilo Verpa/Folhapress/.)

    O Congresso, como ocorre nessas situações, saiu anunciando medidas após a ação no Rio — e aproveitou para se defender das críticas sobre omissão no assunto. “A Câmara vota projetos sobre segurança pública toda semana”, disse o presidente Hugo Motta (Republicanos-PB). De fato, o que não falta é parlamentar legislando sobre o tema, mas o histórico recente mostra apenas uma sucessão de medidas demagógicas, de efeito limitado e destinadas apenas a gerar ganho eleitoral. Para o relator da PEC, Mendonça Filho (União Brasil-PE), o desafio é construir um modelo de articulação eficiente. “Se o Estado não se organizar e cooperar, corremos o risco de transformar o país em um narcoestado”, disse. No Senado, o presidente Davi Alcolumbre determinou a instalação da CPI do Crime Organizado para investigar o modus operandi e a expansão de milícias e facções. “É hora de enfrentar esses grupos criminosos com a união de todas as instituições”, afirmou.

    PERIGO - Ameaças em Maranguape (CE): cidade mais violenta do país
    PERIGO - Ameaças em Maranguape (CE): cidade mais violenta do país (Jarbas Oliveira/Folhapress/.)

    As promessas de união têm um obstáculo difícil pela frente: a proximidade das eleições. Nas primeiras horas após o episódio no Rio, um grupo de governadores de direita reuniu-se para discutir estratégias e prometer apoio ao governo fluminense. Entre os participantes da reunião virtual estavam Ronaldo Caiado (Goiás), Romeu Zema (Minas Gerais) e Tarcísio de Freitas (São Paulo), três potenciais candidatos ao Palácio do Planalto em 2026 e todos críticos de Lula e da PEC da Segurança. Um desafio adicional é a conhecida diferença de visão entre esquerda e direita na hora de enfrentar o crime — enquanto a primeira tenta colocar no debate fatores sociais e econômicos, a superlotação carcerária e os direitos humanos, a direita ganha votos apostando na linha dura com os bandidos.

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    Os políticos à direita levam uma vantagem na campanha: têm números melhores para mostrar, porque governam os dez estados com as menores taxas de mortes violentas intencionais por 100 000 habitantes. Já entre os estados mais violentos estão os governados há tempos pela esquerda, como Bahia, Ceará, Maranhão e Rio Grande do Norte. No Nordeste, ficam as dez cidades mais violentas do país — Maranguape (CE), a “campeã nacional”, tem 79,9 mortes a cada 100 000 moradores, enquanto a média do país é 18,9 (veja o quadro). Na região, o problema da insegurança já é usado pela oposição. “Será o principal tema das eleições. O descontrole da violência é absoluto. As facções se multiplicaram, dominando territórios nas grandes, médias e pequenas cidades da Bahia”, diz ACM Neto (União Brasil), que vai enfrentar o governador Jerônimo Rodrigues (PT) na disputa pelo comando da Bahia. O PT governa o estado há cinco mandatos. Em Pernambuco, a governadora Raquel Lyra (PSD), que enfrenta uma crise de segurança, tem investido na formação de policiais militares e espalhado recrutas (chamados de “laranjinhas”) pelas ruas com o objetivo de reduzir a sensação de insegurança.

    PENTE-FINO - Blitz em prisão do RS: esforço contra facções
    PENTE-FINO - Blitz em prisão do RS: esforço contra facções (Polícia Penal RS/.)

    Uma das questões que ajudam a alavancar os homicídios é o confronto entre grupos criminosos pelo controle de áreas urbanas, como ocorre no Rio, no Ceará e na Bahia. “Nos estados do Nordeste existe uma disputa territorial de facções que se deslocaram do Rio de Janeiro e de São Paulo”, avalia Sandro Sayão, coordenador do programa de Defesa Social, Segurança Pública e Direitos Humanos da UFPE. Renato Sérgio de Lima, diretor-presidente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, concorda, mas acrescenta outro problema: o baixo investimento. “Estados do Norte e do Nordeste têm uma infraestrutura de equipamentos de segurança equivalente à que existia em São Paulo na década de 2000”, diz.

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    APOSTA - Raquel Lyra: “laranjinhas” visíveis nas ruas
    APOSTA - Raquel Lyra: “laranjinhas” visíveis nas ruas (@raquellyraoficial/Instagram)

    Investimento em novas ferramentas é, de fato, um ponto importante na redução da criminalidade. Em São Paulo, estado mais seguro do país (taxa de 7 mortes por 100 000 habitantes), um dos avanços para coibir crimes violentos é o aprimoramento do monitoramento e da análise criminal por meio do sistema SPVida, que permite identificar áreas críticas, planejar ações específicas e acompanhar a investigação de todos os casos de crimes contra a vida. Outro exemplo é o Smart Sampa, aparato de vigilância eletrônica das ruas, que vai passar de 20 000 câmeras para 40 000 em 2026. Embora operado pela prefeitura, o sistema é conectado e utilizado pelo estado. Em Santa Catarina (7,4 mortes por 100 000), o governo começou em julho a usar em Balneário Camboriú um sistema de drones com reconhecimento facial. Outro ponto importante é a ressocialização de presos — 33% da população carcerária trabalha. Para o secretário de Segurança Pública, Flávio Rogério Pereira Graff, também conta o bom momento do estado, com a menor taxa de desemprego do país, amplas oportunidades de ocupação e serviços públicos eficientes. “Nossas polícias têm caráter humanitário e atuam, sobretudo, em defesa da vida. Mas temos tropas rápidas e preparadas, engana-se quem pensa em vir a Santa Catarina para praticar ilícitos. Aqui é um ótimo lugar para viver, exceto para a bandidagem”, diz. No Paraná, o investimento do governador Ratinho Jr. (PSD) na área de segurança elevou o índice de esclarecimento de crimes para 97% na Polícia Civil, o maior do país. A taxa de homicídios dolosos caiu 29% neste ano e atingiu o menor número da série histórica, desde 2007. No Rio Grande do Sul, o governador Eduardo Leite (PSD) tem tocado um projeto de modernização de presídios que acabou com unidades superlotadas, campo fértil para a atuação das facções. O estado também investe desde 2023 em um programa de dissuasão focada, baseada no monitoramento de grupos criminosos violentos e reincidentes, desarticulando suas lideranças por meio de ações coordenadas e de inteligência.

    PELO AR - Drone em Balneário Camboriú: aparelho faz reconhecimento facial de criminosos
    PELO AR - Drone em Balneário Camboriú: aparelho faz reconhecimento facial de criminosos (Leo Munhoz/SECOM)

    O histórico dos complexos do Alemão e da Penha, no Rio, são o anti­exemplo. Local de moradia de 112 000 pessoas, espalhadas por 26 favelas, ele abriga o QG do Comando Vermelho, que ali impõe, segundo a decisão judicial que autorizou a operação, um regime baseado no terror, na violência e na intimidação das comunidades. Nos últimos tempos, foragidos de locais como Ceará, Pará, Bahia e Goiás se esconderam na área — 25 mortos na ação eram procurados em outros estados. A geografia favorece: os morros são tomados de vielas e mata fechada, o que facilita a fuga. É comum avistar barricadas de concreto, um obstáculo à entrada de blindados. “Nenhum outro local no Rio é tão difícil para nós”, afirma o secretário de Segurança Pública, Victor Santos, que relatou ainda a existência de uma teia de labirintos subterrâneos. Mais antiga facção do Brasil, nascida num presídio em 1979, o grupo logo se firmou no tráfico de drogas, mas diversificou os negócios e hoje opera em 25 dos 27 estados em um sistema que a polícia chama de “franquias do crime”, com gestão descentralizada, o que facilita alianças locais. Além disso, compartilha com o PCC esquemas financeiros e rotas de abastecimento. Nos últimos tempos, o grupo vem tomando territórios do Rio a tiros, em guerras com as milícias. Cinco décadas depois, o Estado brasileiro deveria estar amplamente preparado para enfrentar esse tipo de facção criminosa, mas isso, ao que parece, está longe de ocorrer. O episódio sangrento de 28 de outubro precisa ser um ponto de partida para mudar esse quadro, com urgência.

    Publicado em VEJA de 31 de outubro de 2025, edição nº 2968

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