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Cenas de guerra contra facções expõem desafios para a segurança em 2026

Risco de o Brasil se tornar narcoestado precisa ser freado com urgência

Por Ricardo Ferraz Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 29 dez 2025, 08h00 • Atualizado em 29 dez 2025, 08h34
  • As cenas de guerra produzidas na maior operação policial da história do Rio de Janeiro deram a dimensão da ameaça que o crime organizado se tornou para a sociedade. Enquanto 2 500 policiais avançavam sobre os complexos da Penha e do Alemão para cumprir mandados de busca e apreensão contra integrantes do Comando Vermelho, em 28 de outubro, os bandidos respondiam com rajadas de fuzis, granadas lançadas por drones, barricadas de carros incendiados e o sequestro de mais de setenta ônibus. A batalha resultou em 121 mortos — incluindo quatro policiais — e expôs com nitidez o poderio militar, financeiro e geográfico de bandidos que desafiam o poder do Estado e impõem uma rotina de terror à população — uma realidade que, infelizmente, não se restringe aos morros cariocas.

    Em todo o país, nada menos que 88 organizações criminosas dominam vastas porções do território, obrigando 28,5 milhões de brasileiros, o equivalente a 19% dos habitantes, a se submeter às regras arbitrárias e violentas do poder paralelo, segundo o Datafolha. A expansão da criminalidade se deu na esteira da disputa das duas maiores facções, o carioca CV e o paulista Primeiro Comando da Capital, o PCC, por rotas do tráfico que visam conectar os países produtores de maconha e cocaína aos principais mercados consumidores — especialmente Europa e Estados Unidos. O CV e o PCC duelam pelo domínio de comunidades, bairros e até rodovias, na base de toques de recolher e cobrança de taxas de segurança do comércio local e de “portaria” dos condomínios, que irrigam a contabilidade das quadrilhas. Os traficantes também passaram a reproduzir práticas criadas pelas milícias cariocas com a exploração de negócios lícitos, como o fornecimento de internet, TV a cabo e distribuição e venda de combustível, nos locais em que conquistam o monopólio na base da intimidação e da ameaça. Em alguns casos, o esquema requer uma engenharia financeira sofisticada de lavagem de dinheiro, desvendada em operações policiais que atingiram empresas do mercado de capitais em plena Faria Lima. Da operação carioca e outras, ficou a lição: o risco de o Brasil se tornar um narcoestado precisa ser freado com urgência.

    Publicado em VEJA de 24 de dezembro de 2025, edição nº 2976

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