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Caso Henry: primeiro dia de julgamento termina sem testemunhas

Manobras da defesa de Jairinho atrasam andamento do processo

Por Ludmilla de Lima Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 25 Maio 2026, 17h42 | Atualizado em 25 Maio 2026, 17h44
Caso Henry: primeiro dia de julgamento termina sem testemunhas Priorize VEJA no Google

O primeiro dia de julgamento do caso Henry Borel, nesta segunda-feira, 25, no II Tribunal do Júri do Rio, foi marcado por manobras da defesa do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, para protelar a conclusão do processo. A expectativa era de que quatro testemunhas de acusação fossem ouvidas: os delegados Ana Carolina Lemos e Edson Henrique Damasceno, o médico legista Luiz Airton Saavedra de Paiva e o perito do Ministério Público Luiz Carlos Leal Prestes. Mas, após atrasos, a sessão foi suspensa por volta das 17h, retornando na terça às 9h.

São esperadas para o segundo dia as mesmas testemunhas.

Na manhã desta segunda, Jairinho voltou atrás da decisão de desconstituir a defesa após o Ministério Público pedir a sua transferência de Bangu 8 para Bangu 1, presídio de segurança máxima, caso a sessão fosse adiada. O principal advogado do acusado, Fabiano Lopes, sofreu um infarto no sábado. De tarde, a defesa entrou com 23 requerimentos de nulidade, questionando provas, dois jurados sorteados e a ordem das oitivas, entre outros pontos do processo. Todos foram indeferidos pela magistrada.

Em seguida, ela resolveu encerrar a sessão, sem que as testemunhas fossem ouvidas. A juíza afirmou que parte das manifestações da defesa já havia sido aprecidada em instâncias superiores e que alguns questionamentos tratam de provas “impossíveis” e “irrealizáveis”. A magistrada afastou também alegação sobre dois integrantes do júri que, segundo os advogados, seriam servidores municipais. Os advogados de Jairinho negam a intenção de protelar o caso.

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Reviravolta

Na primeira parte do dia, a juíza já lia sua decisão sobre adiar o julgamento, após pedido de Jairinho, quando foi interrompida pela defesa do ex-vereador. Após conversa com advogados, o réu decidiu constituir noavamente sua banca, tendo seu filho Luís Fernando Abidu Figueiredo Santos, recém-formado em direito, como um dos integrantes.

A mãe de Henry, Monique Medeiros, também é ré no caso, respondendo por homicídio qualificado e omissão. O julgamento deveria ter sido iniciado no dia 23 de março, mas os advogados de Jairinho se retiraram do plenário, obrigando o adiamento. O argumento do promotor Fábio Vieira, que defendeu a transferência de Jairinho de Bangu 8, teria mudado a estratégia do ex-vereador neste primeiro dia. Para Vieira, os requerimentos de nulidade “ofendem o bom senso” e tinham como objetivo “induzir os jurados a erro”.

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A pedido da defesa de Jairinho, estão proibidas imagens dentro do plenário. O julgamento deve durar pelo menos uma semana.

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