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Carnaval tem terça-feira violenta no Rio

Rio sofre com violência urbana durante o carnaval, com assassinatos, arrastões, furtos e assaltos chamando a atenção ao longo do feriado

Os casos de violência durante o carnaval de 2018 no Rio de Janeiro se multiplicaram nesta terça-feira em mais um capítulo que demonstra a ausência de autoridade instituída no controle da cidade.

Dez integrantes de um grupo fantasiado de bate-bolas (fantasia carnavalesca típica do subúrbio carioca, sobretudo da zona oeste) foram presos na madrugada desta terça-feira, 13, no Centro do Rio. Com eles foram encontradas uma pistola calibre 9 mm e um artefato explosivo de fabricação caseira, além de objetos como celulares, relógios e carteiras.

De acordo com a Polícia Militar, agentes do Batalhão de Choque foram avisados de que um grupo com mais de 100 pessoas fazia tumulto nas ruas da região. Todo o grupo foi revistado e encaminhado com as vítimas para a Central de Garantias, na Cidade da Polícia, em Manguinhos, na Zona Norte carioca. 

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Ainda pela manhã, uma filial do supermercado Pão de Açúcar no Leblon, dessa vez na zona sul do Rio, foi saqueada após abrir. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram pessoas deixando a loja carregando bebidas.  A assessoria de imprensa da Polícia Militar (PM) informou que o 23º batalhão, no Leblon, foi acionado e “viaturas foram deslocadas para […] onde houve tumulto e invasão a um supermercado”. “Os suspeitos fugiram e não houve prisões relacionadas ao fato”.

Enquanto na zona norte, na região do Méier, o sargento Fábio Miranda Silva foi morto no início da tarde. Ele foi baleado depois que homens armados passaram fazendo disparos. Silva estava de folga e é o 18º policial assassinado no Rio desde o início do ano.

Violência ao longo do Carnaval

O vocalista da banda Capital Inicial, Dinho Ouro Preto, relatou no Facebook que sua equipe foi assaltada na Avenida Brasil, uma das principais vias de entrada no Rio, no Domingo (11).

O compositor Moacyr Luz foi assaltado enquanto seguia para Sapucaí, na noite de Domingo. O táxi em que o sambista estava foi abordado na altura da Central do Brasil por criminosos que levaram os seus pertences. Mesmo assim, ele desfilou pela escola Paraíso do Tuiuti, da qual é compositor.

Em caso semelhante, a van que levava a atriz Juliana Paes para o desfile das escolas de samba, na noite de segunda-feira, 12, ficou presa no meio de um arrastão.

Em nota, a assessoria de imprensa da PM informou que foram mobilizados, de forma extraordinária, 17.110 policiais em todo o Estado durante o carnaval, num esquema especial que segue até esta quarta-feira, 14. “Para contar com este contingente, foram mobilizados efetivos de todas as unidades convencionais e especiais, assim como a convocação de policiais lotados em funções administrativas e daqueles que encontravam-se de férias, sendo estas suspensas temporariamente”, diz a nota da PM.

 

(Com Agência Estado)

Comentários

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  1. E o prefeito hipócrita dando um rolé no inverno europeu, enquanto que o corrupto xulezão aproveitava suas mordomias no interior do estado.

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  2. Flavio Vaz Teixeira

    Não! Violência? No Rio??? Aonde vamos parar? Era o último reduto de correção política, ordem pública, povo educado…

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  3. Ataíde Jorge de Oliveira

    4ª;5ª;6ª;SáBADO;DOMINGO;2ª
    &
    NO : rioDEjaNEIRO; FevereiRO&MAR…

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  4. Elielson S. Azevedo

    Tanta gente reunida para ver desfiles de escolas de samba, dinheiro gastos com abadás, cervejada, muita alegria, protestinho contra o prefeito que não queria patrocinar o carnaval. Mas quando é pra reunir o povão para fazer protesto em defesa do que realmente interessa, não aparece ninguém. Cada país merece a situação que enfrenta.

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