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Campos diz que decisão sobre apoio em SP só sai em junho

França admite: a palavra final sobre aliança é do presidente nacional do PSB

O presidente nacional do PSB, Eduardo Campos, afirmou nesta segunda-feira que a decisão sobre qual candidato o partido apoiará nas eleições de outubro em São Paulo só será definida em junho. As articulações do partido estão a todo vapor e Campos pressiona para que o diretório paulista entre na coligação do petista Fernando Haddad. Os líderes locais do PSB, no entanto, têm ligação com o eleitorado anti-petista e o presidente do diretório paulista, Márcio França, ocupa uma secretaria no governo do tucano Geraldo Alckmin. Com a temperatura do debate elevada, Campos veio a São Paulo para pôr panos quentes na discussão. “Essa história de que eu já fechei com o PT e que o diretório municipal está ao lado de Serra é especulação”, afirmou o governador de Pernambuco, depois de proferir uma palestra na Associação Comercial de São Paulo. “Nada está definido. Não vejo como esse processo possa ser concluído antes de junho. Mas posso garantir que dentro do partido não será imposta nenhuma posição.” Márcio França deixou claro que as discussões dentro do PSB estão liberadas, mas que a palavra final será do governador: “Uma coisa é certa: nossa posição nunca será divergente da do governador Eduardo Campos”. Sobre a situação de Márcio França no governo Alckmin, caso o PSB decida apoiar Fernando Haddad, Campos afirmou que o secretário de Turismo terá todo o apoio do partido e que não haverá constrangimento de nenhuma das partes. “A situação do secretário é boa e confortável”, afirmou. A respeito de uma possível retaliação do PT caso decida apoiar os tucanos, Campos garantiu que a relação com o partido do ex-presidente Lula é “madura e de respeito”, não havendo espaço para retaliações. Conversas – Campos desembarcou em São Paulo determinado a sacramentar o apoio do partido à candidatura do petista Fernando Haddad. Ele fez questão de ressaltar a admiração que sente pela presidente Dilma Rousseff, mas ponderou dizendo que não sataniza o PSDB. “O PSB não tem força política para definir a eleição em São Paulo”, disse o governador. “Somos coadjuvantes nessa disputa”. Ao ser questionado sobre o peso que a aliança em São Paulo terá na sua intenção de se candidatar à Presidência da República em 2014, o governador mais uma vez saiu pela tangente. “As alianças não estão definidas”, disse. “E não vejo relação entre as eleições municipais e a eleição federal”. Neste domingo, Campos jantou com os presidentes municipal e estadual do partido, Márcio França e Eliseu Gabriel, na companhia do prefeito Gilberto Kassab (PSD). Embora Kassab tenha garantido que não falou sobre eleições, porque agora está preocupado “em cuidar da cidade de São Paulo”, a versão não durou 24 horas. Antes de seguir para um almoço – também na companhia do prefeito -, Campos foi perguntado se o assunto da refeição será político: “Não, de política eu já falei com ele ontem”. O governador pretendia aproveitar a estada na capital paulista para encontrar Lula, mas o ex-presidente, que foi internado com uma leve pneumonia, está proibido pelos médicos de receber visitas. Campos almoçou com o prefeito Gilberto Kassab e embarca esta tarde de volta para Recife.