Caio Martins: estádio que foi segunda casa do Botafogo vai virar parque e reservatório
Governo do estado cedeu terreno de 25.000 m² ao município de Niterói que deve fazer obras para conter enchentes
O Governo do Estado do Rio concedeu 25.000 m² do terreno do Estádio Caio Martins à Prefeitura de Niterói, nessa quarta-feira, 2. Segundo as partes, o acordo viabiliza o desenvolvimento de um parque de lazer, no terreno que hoje é ocupado pelo campo, e a construção de um reservatório subterrâneo, com capacidade para 80 milhões de litros de água.
O projeto do reservatório é uma medida para combater o problema de inundações, presente há décadas na região. “Teremos um desafogo em dias de chuva”, explica o governador Ricardo Couto. O estádio fica próximo à Bacia do Rio Icaraí, que, em dias de alto volume pluvial, não dá conta de absorver toda a água.
Uma vez concretizadas, as câmaras subterrâneas armazenariam parte desse volume e posteriormente escoariam o fluxo em direção ao rio. Segundo o prefeito Rodrigo Neves, as obras começarão ainda este ano.
Ainda de acordo com Neves, o parque de lazer seria “focado nos esportes”. O projeto também prevê a modernização do parque aquático e do ginásio, que tem capacidade para cinco mil pessoas. Segundo a assessoria do governo, são oferecidas aulas gratuitas de 27 modalidades diferentes, incluindo natação, capoeira e basquete.
O emblemático estádio de futebol nasceu com o objetivo de trazer o futebol carioca para Niterói, com mandos de campo da equipe Canto do Rio. No início da ditadura militar, chegou a ser usado como prisão e, anos depois, serviu de segunda casa para o Botafogo.
Fundado em 1941, o Estádio Caio Martins tem capacidade para 15.000 torcedores, graças a uma reforma feita pelo Botafogo de Futebol e Regatas em 2003. Naquele ano, o alvinegro lutava pelo acesso à Série A e mandou diversos jogos no estádio, que ganhou o apelido de “Caldeirão”. A classificação veio e, no ano seguinte, a equipe disputou o seu último jogo no Caio Martins, que utilizava desde 1980.





